Suspeito de ataque na Noruega se converteu ao Islã e polícia temia radicalização

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Uma flecha utilizada no ataque de Kongsberg (AFP/Håkon Mosvold Larsen)

O dinamarquês suspeito de executar o ataque com arco e flechas que deixou cinco mortos na cidade norueguesa de Kongsberg na quarta-feira havia se convertido ao Islã e a polícia esteve em contato com ele por temer sua radicalização, informaram os investigadores nesta quinta-feira (14).

"Havia temores relacionados a uma radicalização do indivíduo", apresentado como um dinamarquês de 37 anos, afirmou o chefe de polícia da Noruega, Ole Bredrup Saeverud, antes de informar que as autoridades o vigiaram durante 2020.

"Não tivemos nenhum relato sobre ele em 2021, e sim antes", completou o policial.

Cinco pessoas morreram e duas ficaram feridas no ataque em Kongsberg (sudeste da Noruega), que provocou uma grande comoção no país escandinavo, onde na última década foram executados dois ataques da extrema-direita.

A polícia já havia informado que o suspeito, que foi detido pouco depois do crime, às 18H45 de quarta-feira, residia nesta localidade, uma cidade de 25.000 habitantes que fica a 80 quilômetros ao leste de Oslo.

De nacionalidade dinamarquesa, ele utilizou um arco e flechas para matar as vítimas, mas a polícia também mencionou outras armas.

"Estamos investigando para confirmar se o homem agiu sozinho, não temos nenhuma informação que indique o contrário, mas continuamos investigando para estar completamente seguros", disse Bredrup Saeverud.

Sempre mantendo a prudência sobre a motivação do crime, a polícia afirmou na quarta-feira à noite que não descartava a hipótese de ataque terrorista.

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