Suspeito de atentado a tiros no Colorado está preso aguardando acusações

Agentes do FBI do lado de fora do Club Q, em Colorado Springs

Por Kevin Mohatt

COLORADO SPRINGS, Estados Unidos (Reuters) - Um homem do Estado norte-americano do Colorado estava preso nesta segunda-feira após a polícia dizer que ele matou cinco pessoas e feriu outras 25 a tiros dentro de uma casa noturna LGBTQ durante o final de semana, antes de "dois heróis" o enfrentarem e interromperem o ataque.

A polícia de Colorado Springs identificou o suspeito como Anderson Lee Aldrich, de 22 anos, que foi levado sob custódia no domingo após o ataque ao Club Q, uma casa noturna frequentada por pessoas gays, lésbicas e transgêneros na segunda maior cidade do Colorado. A polícia disse que ainda não determinou o motivo para o ataque.

Um juiz estadual colocou sob sigilo os documentos relacionados à prisão até que os promotores concluam a investigação, de acordo com um registro do tribunal do Condado de El Paso, onde fica Colorado Springs.

A imprensa local noticiou que Aldrich foi acusado de homicídio em primeiro grau, além de crimes motivados por preconceitos, mas uma autoridade da Justiça disse que as acusações formais ainda não foram feitas.

Aldrich foi hospitalizado e não fez ainda depoimentos aos investigadores, segundo afirmou o vice-chefe da Polícia de Colorado Springs Adrian Vasquez à CNN na segunda-feira.

Várias armas de fogo foram encontradas na cena do ataque, de acordo com a polícia, que disse que Aldrich usou um "rifle longo" para atirar contra suas vítimas.

O ataque, que segundo o prefeito de Colorado Springs, John Suthers, tinha "toda a aparência de ser um crime de ódio" lembrou o massacre da boate Pulse, em 2016, no qual um atirador matou 49 pessoas em uma casa noturna LGBT em Orlando, na Flórida, antes de ser morto pela polícia.

(Reportagem de Kevin Mohatt em Colorado Springs, Rich McKay em Atlanta, Katharine Jackson em Washington, e Joseph Ax em Nova York)