Suspeito da morte de carnavalesco da Beija-Flor entrou e saiu do local do crime em apenas 12 minutos; veja o vídeo

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RIO — Imagens de câmeras de segurança que mostram um suspeito saindo da casa do carnavalesco Hugo Leonardo Ribeiro de Oliveira, de 40 anos, mais conhecido como Léo Mídia, às 2h52 desta quarta-feira, após entrar na residência 12 minutos antes, são as principais pistas seguidas por agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) para tentar identificar o autor do assassinato de Léo. Antes de deixar o local, o criminoso roubou todo salário que o sambista havia recebido no dia anterior (mais de R$ 2 mil). O bandido também levou um telefone celular da vítima. Hugo foi morto com golpes de faca, dentro da casa onde morava, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. De acordo com parentes, o homem também revirou a casa onde o crime aconteceu, deixando o local completamente desarrumado.

Suspeito deixa a casa onde Léo Mídia foi encontrado morto

Um familiar do carnavalesco disse que a vítima mantinha um relacionamento com um homem que pode ser o mesmo que aparece nas imagens. Ele, no entanto, não conhece o suspeito.

— A gente acha que pode ser esta mesma pessoa, mas não tem certeza. Ele se relacionava com este rapaz há uns dois anos, mas nunca nos apresentou a ele. A gente não o conhece. O que sabemos é que ele vivia pegando dinheiro com o Léo — disse o parente, que pediu para não ser identificado.

Léo Mídia é de uma família de sambistas. A falecida avó do carnavalesco é Edith de Jesus Ribeiro, uma das primeiras integrantes da ala das baianas da Beija-Flor. Segundo um parente, Hugo Leonardo era apaixonado pela escola.

— A paixão dele pela escola veio da família. A avó foi uma das primeiras baianas da Beija-Flor — disse o familiar.

Hugo Leonardo é descrito por amigos como uma promessa do samba, versátil e que nasceu e cresceu na Beija-Flor. Léo começou na Azul e Branca de Nilópolis desfilando na ala mirim. Mais tarde, trabalhou fazendo fantasias, foi aderecista e, atualmente, integrava a comissão de carnaval da agremiação.

Um dia antes de morrer, Léo Mídia conversou com Almir Reis, presidente da escola, e fez agradecimentos à direção da Beija-Flor.

— Parecia até uma despedida. Ele agradeceu a mim, ao Anísio (Abrahão David, presidente de honra) e ao Gabriel (David, filho de Anísio e diretor da Liga das Escolas de Samba) por tudo que a escola vinha fazendo por ele. Ainda brinquei e falei: "Deixa disso". O Léo nasceu e cresceu aqui. Fez um pouco de tudo. Atualmente, estava atuando comigo na administração do barracão da escola. Ele dizia que o sonho dele era um dia ser o principal carnavalesco da escola. Foi uma perda irreparável. O Léo Mídia era versátil, fazia de tudo na escola. Na terça-feira, me deu um presente. Chegou perto de mim e entregou uma bola de Natal com minha foto. Disse que era uma lembrança pra mim. Vai fazer muita falta. Era uma pessoa com um coração imenso — disse Almir Reis.

O corpo de Léo Mídia foi levado para o Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu, onde passará por uma exame cadavérico. O enterro do carnavalesco está previsto para ocorrer nesta quinta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Edson Passos, Mesquita.

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