Suspeito de estuprar e matar menina de 6 anos confessa que agiu por vingança

Reprodução/Arquivo Pessoal

O homem acusado de ter estuprado e assassinado a menina Kauani Cristhiny Soares Rodrigues, de apenas 6 anos, encontrada seminua em uma vala em Mongaguá, litoral de São Paulo, confessou, nesta terça-feira (23), em depoimento à polícia, ter agido por vingança. As informações são do portal G1.

Segundo a Polícia Civil, o homem contou ter havido um desentendimento durante uma festa na casa onde a garota morava. A discussão teria deixado o homem “revoltado” e “descontrolado”, fazendo com que ele fosse até o quarto da criança e a pegasse no colo, ainda dormindo, levando-a até uma vala, onde a teria enforcado e jogado seu corpo no local. Apesar de negar, há fortes indícios de que a criança, encontrada seminua, tenha sido estuprada. Exames para confirmar a agressão já foram solicitados e devem ter os resultados divulgados ainda nesta terça-feira.

As suspeitas do estupro aumentam com o fato de duas vítimas terem prestado depoimento ao delegado titular da Delegacia de Mongaguá, Rui Matos, afirmando terem sido estupradas pelo acusado. Porém, o abuso só será confirmado após os resultados do exame de corpo de delito.

O acusado mora na mesma rua que a vítima e foi identificado após imagens de câmeras de segurança registrarem a movimentação suspeita na ocasião do sumiço da criança, na madrugada de quarta-feira (17). Abordado pelos investigadores, o homem confessou ter saído bêbado da festa e levado a menina até o local em que foi encontrada morta, mas negou qualquer agressão e não especificou nenhum motivo para sua atitude.

O corpo de Kauani foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande.

O CASO

Kauani desapareceu na madrugada de quarta-feira (17). A mãe da menina, Diana Soares, conta que, por volta das 2h, foi ao quarto da criança e notou que, além de a menina não estar no recinto, a porta da frente da casa estava aberta.

“Quando foi 1h, o meu outro filho começou a chorar e eu fui botar ele pra dormir comigo. Quando fui colocá-lo de volta na cama dele, às 2h, a cama da Kauani estava vazia, ela tinha sumido e a porta da frente da casa estava aberta”, disse a mulher que, até então, acreditava na possibilidade de um sequestro.

Diana acionou a Polícia Militar e, a partir de então, familiares, conhecidos e voluntários fizeram incessantes buscas pela menina pelo município. Um boletim de ocorrência de desaparecimento foi registrado no 2º Distrito Policial de Mongaguá, que passou a investigar o caso.

No domingo (21), o delegado titular do 2º DP, Francisco Wenceslau, relatou as linhas de investigação que tinham sido traçadas e revelou que cães farejadores seriam utilizados para auxiliar nos trabalhos. A equipe dele também analisou imagens de câmeras de monitoramento.