Suspeito de envolvimento na morte de policial civil é preso no litoral paulista

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem foi preso sob suspeita de ser um dos envolvidos na morte do policial civil Jorge Queiroz, 58 anos, quando o agente saía de um restaurante, domingo (25), na zona leste da capital paulista. O suspeito foi preso por volta da 1h desta quarta-feira (28), em Praia Grande (71 km de SP), por policiais do 30º DP (Tatuapé, na zona leste de SP), delegacia onde a vítima era chefe de investigações. A identidade do homem não foi informada e ele teve a prisão preventiva pedida. Quatro policiais do 30º DP identificaram e localizaram um carro, suspeito de ter sido usado na fuga após a morte do chefe de investigações. Ao abordarem o veículo na madrugada desta quarta, os agentes renderam o suspeito, levando-o em seguida para a delegacia da zona leste, que investiga o caso. A SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), afirmou que diligências são feitas, para ajudar no esclarecimento do caso, como o encontro de testemunhas, além de imagens de câmeras de monitoramento. "Uma pessoa foi detida para averiguação, nesta quarta-feira (28), suspeita de participação na morte do policial. Detalhes não poderão ser passados, pois o trabalho investigativo demanda sigilo", diz trecho de nota da pasta. Queiroz morreu após ser ferido a tiros durante uma abordagem feita por duas pessoas, na noite de domingo (25), na Vila Carrão (zona leste). A polícia investiga a identidade de ao menos mais dois suspeitos de envolvimento no crime. O policial saiu de um restaurante e, quando caminhava até seu carro, estacionado em frente ao estabelecimento, foi abordado por dois criminosos. O agente estava fora de serviço. Em depoimento à polícia, o dono do restaurante afirmou que Queiroz teria brigado com um dos ladrões, que atirou contra o policial em seguida. "A dupla fugiu. A arma do policial foi apreendida, assim como sua carteira com documentos e uma quantia em dinheiro. Foi solicitada perícia para o local dos fatos", diz trecho de nota da SSP. Segundo a secretaria, 33 pessoas morreram em latrocínios (roubos com morte), registrados na capital paulista, entre janeiro e setembro deste ano. No mesmo período do ano passado, 47 pessoas perderam as vidas em assaltos, uma queda de 29,7%. Os roubos em geral também diminuíram na cidade. Foram 103.987, entre janeiro e setembro do ano passado, ante 95.768 no mesmo período de 2020, uma diminuição de 8%. Ainda de acordo com a SSP, quatro policiais civis morreram, quando estavam de folga, entre janeiro e setembro deste ano no estado. Dois dos casos ocorreram na capital paulista. No mesmo período do ano passado, nenhum agente foi morto fora de serviço.