Suspeito de massacre em Buffalo é indiciado em acusações federais de crime de ódio e armas de fogo

Payton Gendron comparece a tribunal

Por Tyler Clifford

(Reuters) - O homem acusado de assassinar dez pessoas negras em um supermercado em Buffalo, Nova York, em 14 de maio foi indiciado em 27 acusações federais de crime de ódio e armas de fogo, anunciou o Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira.

O indiciamento por um grande júri federal acrescenta uma acusação adicional de crime de ódio contra Payton Gendron, 19, em queixa criminal apresentada mês passado. Ele agora está sendo processado por 14 violações de crime de ódio e 13 delitos de armas de fogo.

Autoridades dizem que o suspeito, que transmitiu o massacre em tempo real na plataforma Twitch, é um supremacista branco que atacou a loja porque ela era o centro de um bairro predominantemente afro-americano em Buffalo.

Se for condenado, o homem de Conklin, Nova York, pode receber prisão perpétua ou pena de morte. Promotores precisam notificar o tribunal antes do julgamento se pedirão pena de morte.

Gendron, que tinha 18 anos na época do massacre, está atualmente sob custódia estadual, respondendo a 10 acusações de assassinato em primeiro grau e 10 de assassinato em segundo grau em um tribunal estadual.

Dez dias após o massacre em Buffalo, outro massacre aconteceu em uma escola de Uvalde, no Texas, matando 19 crianças e dois professores. Sete semanas depois de Buffalo, sete pessoas foram mortas a tiros em uma parada do Quatro de Julho em Highland Park, Illinois.

(Reportagem de Brendan O'Brien em Chicago e Tyler Clifford em Nova York)

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