Suspeito de sumiço de família no DF foi condenado por receptação

Suspeito de ter encomendado a morte de seis pessoas, incluindo a mulher, os três filhos, a mãe e a irmã, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, de 30 anos, tem uma condenação na Justiça. Ele recebeu pena de de 1 ano e 4 meses de reclusão, no regime semiaberto, pela posse de veículo furtado e com placas adulteradas. Thiago e seu pai, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, são apontados como mandantes de seis homicídios.

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O crime por encomenda teve como alvo principal a cabeleireira Elizamar Silva, ex-companheira de Thiago. De acordo com a Polícia Civil do DF, a vítima havia vendido uma casa e estava com o valor recebido em uma conta corrente. A motivação do crime seria tomar posse do montante.

Elizamar, de 39 anos; sua sogra, Renata Juliene Belchior, de 52 anos; seus três filhos, Gabriel, de 7 anos, e os gêmeos Rafael e Rafaela, de 6 anos; e Gabriela Belchior, 25 anos, irmã de Thiago, seriam as vítimas. Renata e Gabriela chegaram a ser mantidas em cativeiro.

Na sexta-feira, o carro de cabeleireira foi encontrado carbonizado com quatro corpos dentro, que seriam dela e dos três filhos pequenos. No dia seguinte, o carro do pai de Thiago foi identificado, também carbonizado, com outros dois corpos dentro. Os restos mortais foram encaminhados para o Instituto Medico Legal (IML) de Goiânia para identificação.

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Três pessoas foram presas como executoras do crime: Horácio Carlos Ferreira Barbosa, de 49 anos; Gideon Batista de Menezes, de 55 anos; e Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos. O trio teria recebido R$ 100 mil para realizar os assassinatos.

Em depoimento, Horácio disse que outras duas pessoas participaram do crime: uma amante de Marcos Antônio e a filha dessa mulher. As duas também estão desaparecidas.

Thiago foi condenado por outro crime em 2021. De acordo com o processo, ele confessou a autoria. "Disse que é mecânico e adquiriu o veículo VW/Gol, um mês antes do fato, de pessoa chamada Igor, no valor de R$ 2.000,00, sem documentação. Usava chave de fenda para ligá-lo, pois a chave que recebeu não funcionava. Sabia que era produto de furto, mas mesmo assim continuou a conduzi-lo. Negou ter conhecimento de que a placa era de outro veículo", dizem os autos.

Dinâmica do crime

O caso chamou a atenção na semana passada, com o desaparecimento de Elizamar junto aos três filhos pequenos. O carro da vítima foi encontrado dois dias após o sumiço ser comunicado às autoridades. A polícia localizou o veículo carbonizado.