Suspeitos do 'novo cangaço' mortos em Varginha eram de baixo escalão, diz polícia

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Policiais invadiram duas chácaras em Varginha, no Sul de Minas Gerais, e alegaram troca de tiros - Foto: Divulgação/PMMG
Policiais invadiram duas chácaras em Varginha, no Sul de Minas Gerais, e alegaram troca de tiros - Foto: Divulgação/PMMG
  • Investigação ainda não identificou mandatários da quadrilha

  • Foram 26 mortos de suspeitos e nenhuma de policial

  • Vítimas tinham antecedentes criminais

Segundo investigações, entre os 26 suspeitos mortos na madrugada do dia 31 de outubro em Varginha (MG), na operação policial mais letal contra o “novo cangaço”, era do primeiro escalão do grupo criminoso.

A cúpula do grupo, ainda não identificada, recrutou criminosos com experiência prévia em assaltos e ataques às forças de segurança com uso de fuzis e explosivos, de acordo com a investigação. Para a polícia, no entanto, eles realizavam funções operacionais, no segundo ou no terceiro escalão na quadrilha.

A investigação chegou a essa conclusão após levantamento dos antecedentes criminais dos mortos e na análise de atuação das quadrilhas que estão presentes ao redor de pequenas e médias cidades.

Os integrantes do primeiro escalão da quadrilha só vão ao local do crime para realizar o planejamento da ação, ou no dia do ataque, de forma a coordenar o crime. As informações são do portal UOL.

O grupo mirava uma central de distribuição de valores do Banco do Brasil em Varginha para roubar R$ 65 milhões, segundo a Polícia Civil.

As vítimas eram suspeitas de articular um roubo similar ao ocorrido em Araçatuba, em São Paulo, quando bandidos planejaram um roubo de R$ 90 milhões em agências bancárias. O crime faz parte do que a polícia tem chamado de “novo cangaço”.

Entre os mortos estão ao menos quatro núcleos com suspeitos por crimes que envolvem assassinatos, assaltos a mão armada, confronto com integrantes das forças de segurança e fuga da cadeia, de acordo com a polícia

Durante a ação, não houve mortes entre agentes da Polícia Militar e Rodoviária Federal. Os suspeitos foram localizados em um sítio e, segundo os agentes, foram retirados do local com vítimas, mas especialistas em segurança pública contestam essa versão. Para eles, há características de execução no molde da chacina do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, em maio deste ano, e de desmonte da cena do crime.

Os investigadores suspeitam que o ataque foi coordenado com participação de pessoas que estão atualmente presas.

“Essas quadrilhas atuam com uma rede articulada em células que obedecem uma hierarquia. Conhecemos a ficha criminal de todos que morreram lá. E nenhum deles exercia papel de destaque em outras ações. O líder tem mais influência. Sabe planejar, articular e se relacionar", explica Lucélio Ferreira Martins Faria França, tenente-coronel.

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