Suspensão do acordo de cereais vai ser "oficial"

A Rússia vai notificar oficialmente o Secretário-Geral das Nações Unidas sobre a decisão de suspender o acordo de cereais com a Ucrânia. A informação foi avançada por um dos representantes da Rússia junto da ONU. A decisão de Moscovo foi conhecida este sábado e justificada com o ataque com drones à frota no Mar Negro.

A Ucrânia fala num “falso pretexto”. Para Volodymyr Zelenskyy, “a Rússia começou deliberadamente a agravar a crise alimentar em setembro, quando bloqueou a circulação de navios. Esta é uma intenção absolutamente transparente de voltar à ameaça de fome em grande escala em África e na Ásia".

O Alto Representante para os Negócios Estrangeiros da União Europeia pediu à Rússia para voltar atrás e não suspender o acordo. Nas redes sociais, Josep Borrell sublinhou que em causa está “uma rota muito importante para enfrentar a crise alimentar”.

Washington acusa Moscovo de "transformar os alimentos em armas, atingindos os países mais pobres. Para o presidente dos Estados Unidos, a decisão da Rússia "É escandalosa e inadmissível”. Joe Biden destacou o papel das Nações Unidas como mediador do acordo e disse que “não há razão para aumentar a fome no mundo”.

O acordo entre Kiev e Moscovo permitiu exportar milhões de toneladas de cereais bloqueados nos portos ucranianos desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, a 24 de fevereiro.