Suspensão do atletismo da Rússia chega ao sétimo ano

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Mariya Lasitskene foi um dos destaques da Rússia em Tóquio com ouro no salto em altura. Foto: Matthias Hangst/Getty Images
Mariya Lasitskene foi um dos destaques da Rússia em Tóquio com ouro no salto em altura. Foto: Matthias Hangst/Getty Images

Em decisão tomada na última quarta-feira (17), a World Athletics decidiu estender a suspensão dos atletas russos pelo sétimo ano consecutivo. A medida foi anunciada por cautela em relação às reformas adotadas pelo país do leste europeu.

Vale lembrar que a Rússia está proibida de competir sob a bandeira do país desde novembro de 2015 por conta de doping sistêmico.

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A decisão tomada pela antiga Associação Internacional de Federações de Atletismo, órgão que gere o atletismo a nível mundial, vem após uma declaração do chefe da entidade que supervisiona as reformas na Rússia, Rune Andersen, afirmando que "há uma nova cultura" na federação de atletismo russa (RusAF).

“A RusAF fez um grande progresso em busca de encontrar as condições para a reintegração como membro da World Athletics. A força tarefa sente que essas mudanças refletem uma nova cultura na RusAF, que busca rejeitar as práticas de doping do passado e se comprometer em se manter limpa no futuro”, afirmou Rune.

Federação Russa tem nova diretoria

No início de 2020 a Federação Russa de Atletismo elegeu Yevgeny Yurchenko, executivo do setor de aeronaves, para a sua presidência. Com pouca experiência em gestão esportiva, ele foi o único candidato na disputa e prometeu reconstruir o órgão gestor do atletismo da Rússia.

Sua chegada aconteceu, após cinco antigos diretores serem banidos por obstruir investigações sobre doping apresentando documentos falsos.

Apesar de dizer que as coisas estão ficando melhores na gestão do esporte russo, Rune Andersen, afirmou que ainda há pessoas dentro da federação resistentes às mudanças.

“Há gente no atletismo russo que ainda não abraçou essa nova cultura e ainda há muito trabalho para a RusAF garantir que essas pessoas não têm influência, e sim que a nova geração de técnicos e atletas que vai movê-los à frente”, concluiu Andersen.

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