Táxi corporativo do governo federal completa três anos com economia de R$ 22,9 milhões

Camilla Pontes
O secretário de Gestão, Cristiano Heckert

O TaxiGov completou três anos e gerou uma economia de R$ 22, 9 milhões para o governo federal. A ferramenta de táxi corporativo foi criada para o uso dos servidores e funcionários da administração pública direta utilizarem quando estiverem em serviço.

O TáxiGov começou a funcionar no Distrito Federal, onde 24 autarquias e fundações fazem uso da ferramenta. No Rio de Janeiro, o serviço começou em outubro de 2019 e 11 órgãos e entidades já assinaram contrato com o governo federal. Até julho, mais 40 instituições do governo federal no estado devem aderir ao uso da ferramenta. A estimativa de economia para 2020 com a medida é de, pelo menos, R$ 13,6 milhões.

O Estado de São Paulo começou a usar a ferramenta em dezembro do ano passado, por 3 três entidades e mais 16 órgãos devem aderir até setembro. A economia prevista ao final do ano é de R$ 5,4 milhões.

O aplicativo é administrado pela Secretaria de Gestão, vinculada ao Ministério da Economia. O secretário do órgão, Cristiano Heckert, contou que em 2020 a ferramenta será disponibilizada para mais seis estados e a meta é alcançar todos os entes federativos até 2021.

— Vamos implantar em junho em Belo Horizonte, Cuiabá e Florianópilis e, em outubro, em Salvador, Natal e Porto Alegre. Estamos fazendo os estudos preliminares, contactando os órgãos federais nessas capitais para identificar quem tem interesse em participar. Ao mesmo tempo, fazemos audiências públicas para divulgar a ferramenta ao mercado para lançar o edital de licitação, publicá-lo e então fechar o contrato.

Perguntado sobre como funciona o controle das viagens, Heckert explicou que há uma dupla checagem, na qual o gestor de cada órgão que firma contrato com o governo possui o controle das corridas, assim como a Secretaria de Gestão, responsável pelo pagamento.

— O gestor do contrato recebe todas as corridas que são feitas pelos servidores daquele órgão e ha um mapa que mostra o trajeto, valor cobrado, o funcionário que utilizou, o motorista. Então qualquer corrida discrepante, o gestor pode abrir uma diligência para apurar o que aconteceu. A equipe da central de compras também faz a checagem das corridas, porque tem o olhar consolidado sobre todos os órgãos porque o pagamento é centralizado aqui.

Em julho, uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que servidores estavam usando de forma irregular a ferramenta. O secretário explicou que há a responsabilização do servidor ou do motorista nos casos de uso indevido.

— Há uma minoria sobre esses casos. Existe a responsabilidade de parte a parte, às vezes, é o caso do motorista que não finalizou a corrida no momento em que deixou o servidor no destino final. Esse tipo de comportamento é glosado (repreendido) e há caso de servidores que pegam por algum uso indevido e aí se cobra o valor dele que fez essa viagem.

Ao longo desses três anos com o TáxiGov, 137 veículos que pertenciam ao governo federal e ficavam à disposição dos servidores no Distrito Federal foram leiloados. O valor arrecadado foi de R$ 1,9 milhão. Cristiano Heckert contou que também pretende fazer o mesmo com os veículos que estão nos outros estados.

— Depois que todos os estados implantarem a gente vai desmobilizar essas frotas próprias e vai fazer os leilões desses veículos.

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