Técnicos brasileiros venceram quatro dos cinco duelos contra estrangeiros nas oitavas da Copa do Brasil

A fase de oitavas de final da Copa do Brasil, encerrada na última quinta-feira, foi um prato cheio para aqueles que gostam de separar os técnicos do país entre brasileiros e estrangeiros. Dos oito confrontos, cinco representaram um embate entre eles. E o resultado foi uma vitória de lavada para os técnicos nacionais.

Os brasileiros levaram a melhor em quatro duelos: São Paulo x Palmeiras (com o time de Rogério Ceni eliminando o de Abel Ferreira), Fluminense x Cruzeiro (Fernando Diniz superou Paulo Pezzolano), América-MG x Botafogo (Mancini eliminou a equipe de Luis Castro) e Atlético-MG x Flamengo (Dorival Junior avançou no embate com "Turco" Mohammed). O único confronto em que um estrangeiro saiu vitorioso foi entre o Fortaleza, de Vojvoda, e o Ceará, de Marquinhos Santos.

Dos oito treinadores que sobreviveram na competição, agora apenas dois não são brasileiros. Além do argentino Vojvoda, o português Vitor Pereira, do Corinthians. Ele se classificou levando a melhor no clássico com o Santos. No primeiro jogo do confronto, o time da Vila Belmiro era treinado pelo também argentino Fabián Bustos, demitido duas semanas depois. No segundo, o interino Marcelo Fernandes esteve na beira do gramado.

Já entre as seis equipes treinadas por brasileiros, há ainda a presença do Athletico de Luiz Felipe Scolari. Nas oitavas, ele saiu vencedor no confronto com o Bahia, de Enderson Moreira.

Na Série A, situação inversa

O amplo domínio dos times treinados por brasileiros na Copa do Brasil é tentador para os nacionalistas. Só que, na Série A, ele não se confirma. Até agora, 84 jogos representaram um confronto direto técnicos do país x técnicos de fora. O resultado mais comum é a vitória das equipes dirigidas pelos gringos e os empates (ocorreram 30 vezes cada um). Por último, o triunfo dos clubes com um brasileiro à frente (24 partidas).

A Série A 2022 representa o ápice da invasão estrangeira na elite do futebol brasileiro. Ao longo da competição, dez equipes tiveram um nome de fora do país no comando. Atualmente este número já caiu. Hoje, são seis. Três deles ocupam o G-4 do torneio: o Palmeiras, com Abel Ferreira (1º), o Corinthians, de Vitor Pereira (2º) e o Atlético-MG, de "Turco" Mohammed (4º). Por outro lado, o Fortaleza de Vojvoda segura a lanterna da competição. Já o Botafogo, de Castro, é o 10º; enquanto o Cuiabá, de António Oliveira, é o 13º, e o Coritiba, de Gustavo Morínigo, o 14º.

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