Taís Araujo celebra 41 anos, 'Popstar' e 'Amor de mãe', mas garante: 'Sou festeira, não sou arroz de festa'

Carolina Barbosa
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Taís_Araujo

Experimente fazer o teste: escreva o nome Taís Araujo no Google. Na maior parte dos registros aparecerá Taís Araújo. A própria atriz, aliás, assinava assim. 

— Todo mundo escreve errado, inclusive eu, até pouco tempo. Descobri noutro dia olhando a certidão de nascimento que é Taís Araujo, sem acento no “u” — diverte-se ela, já com a grafia devidamente corrigida no Instagram.

Prestes a completar 41 anos, a estrela se mostra leve, amadurecida, desencanada (vide o exemplo acima) e dona de si.

 — Estou um espetáculo, eu me sinto maravilhosa. Não sei se me acho melhor hoje ou se a maturidade é tão bacana que faz você ser mais legal consigo mesma e se aceitar melhor (risos) — afirma ela, que resume: — Vivo uma fase muito produtiva e de bastante autonomia. 

Além de estar pela segunda vez à frente do “Popstar”, que começa suas exibições ao vivo hoje, ela se prepara para viver a advogada Vitória, uma das protagonistas da próxima novela das nove, “Amor de mãe” (a pedido da Canal, a artista associa suas conquistas pessoais ao nome da personagem no quadro abaixo). A estreia está marcada para o dia 25. Por coincidência, a data de seu aniversário. Haja disposição para conciliar tantos afazeres e comemorações.

— Tem que ter vida de atleta. Mas sou workaholic e sinto muito prazer em apresentar o programa. Ao mesmo tempo, estava louca para fazer novela (ela estava fora dos folhetins há cinco anos). Só tenho a agradecer. E celebrar é agradecer — diz ela, que se considera espiritualizada, apesar de não seguir uma religião: — Rezo, mas não frequento nada. Não sou católica praticante, como minha mãe (Mercedes) e minha irmã (Cláudia). Se você entrar na minha casa, vai dar de cara com uma vitrine com santos, orixás, buda, vela, pirâmide de ametista e até nota de um dólar.

Toda ajuda é bem-vinda, sobretudo quando se assume a responsabilidade de estar ao vivo em frente às câmeras:

— É claro que a estreia num ambiente já conhecido também dá um frio na barriga, mas não tem a aflição da novidade. Além disso, na profissão, acho o lugar da vulnerabilidade bem interessante. Rezo para tudo dar certo, mas, se algo dá errado, o desafio é improvisar.

Fã de música popular brasileira, Taís diz que não se vê no papel dos participantes do reality. 

— Não tenho talento para isso nem estrutura emocional. Realizo todos os meus desejos cantando no camarim.

Alçada à fama na adolescência (ela estreou na televisão aos 16 anos em “Tocaia grande”, na extinta TV Manchete), a carioca criada no Méier não gostaria de ocupar o posto de uma popstar musical.

— Não queria ser deste tamanho todo, porque você não tem sossego em lugar algum do mundo. Fico pensando: Beyoncé não pode tomar um sorvete na esquina. Apesar de conhecida, tenho uma vida normal. Até mesmo aqui, consigo pedir uma média com pão na chapa sem ser reconhecida — garante a atriz, adepta de hábitos triviais, como acordar às 6h para dar banho e café da manhã a Maria Antônia, de 4 anos, e João Vicente, de 8, antes de levá-los à escola (os dois são frutos da relação com o ator, escritor e diretor Lázaro Ramos):

— Acho que eu tenho muita energia, sabe? Trabalho muito, mas gosto de aproveitar a vida. Sou festeira, não sou arroz de festa. Neste ano, por exemplo, terei compromissos na data do meu aniversário, mas no ano passado minha comemoração teve direito a feijoada e show da Mart’nália. Gosto de celebrar na minha casa, de estar com os meus, não importa se de maneira chique, simples ou clichê... Se você me vir em festa que não seja de pessoas próximas, pode ter certeza de que estou trabalhando.

 

Na trama das nove escrita por Manuela Dias e com direção artística de José Luiz Villamarim, Vitória é bem-sucedida, obcecada por trabalho, defensora de políticos e empresários de ética duvidosa. Casada com Paulo (Fabricio Boliveira), perde um bebê aos seis meses de gestação. A partir daí, coloca a maternidade como meta, o que acaba com seu relacionamento. Ao sair para comemorar a notícia de que está apta a adotar, forma pela qual busca realizar tal sonho, ela conhece Davi (Vladimir Brichta), ativista ambiental de quem acaba engravidando.

— Com a chegada das crianças, ela começa a questionar o tipo de exemplo que será para os filhos. Então, essa mulher é transformada pela maternidade — adianta Taís, que se identifica com sua protagonista de “Amor de mãe” (as outras são Adriana Esteves e Regina Casé): — A maternidade é muito poderosa. Ela muda a minha vida diariamente, faz com que eu queira evoluir como pessoa.

Para compor a personagem, Taís conversou com mães adotivas e assistiu a filmes e documentários.

— Esta novela tem histórias que falam diretamente a todas nós. Quem não é mãe, é filha — diz a atriz, que não sabe se adotaria e afirma, com os olhos marejados: — Este assunto mexe muito comigo, toca em algum ponto sensível que não consigo identificar. Talvez seja até um sinal, mas não tenho planos de adotar ou de ter o terceiro filho por enquanto. Só que não descarto nada nesta vida. 

Da educação que recebeu dos pais, a artista repete alguns aspectos e evita outros (“Fico alerta para não ter atitudes machistas perto dos dois”).

— Minha mãe era muito rígida. Meu ímpeto é aplicar o que recebi. Com o tempo, aprendi a filtrar. Quero que eles tenham liberdade de me contar qualquer coisa sobre sexo, namoro... Eu tinha muito medo. Procuro reforçar que são dois gêneros, com direitos iguais.

Se, na novela, Vitória aceita propina dos clientes e tem inúmeros objetivos materiais, na vida real, a estrela garante ser equilibrada com relação às finanças:

— Sou ambiciosa, não sou gananciosa. Minha ambição é querer crescer profissionalmente, melhorar como atriz... Acho a ambição necessária para sobreviver. Meu pai (o economista Ademir) tem uma frase ótima: “Dinheiro não aceita desaforo”. Sou muito cuidadosa nesse aspecto. Morro de medo de a grana acabar, porque não tenho uma herança, algo que vá durar eternamente, de geração em geração. Tenho uma vida confortável, mas preciso saber administrar e lidar com o dinheiro de maneira saudável.

Outro ponto que a diferencia da advogada é o instinto namoradeira (“Ela é cheia de homem, mas não é moderna, porque não é tudo de uma vez só”, brinca). Taís está com Lázaro há 15 anos, completados em setembro passado, incluindo um rompimento de oito meses.

— Com Lázaro, percebi que juntos somos muito mais legais do que separados. Descobrimos também que um potencializa o outro. Alimentamos a relação, fazemos questão de sair para jantar a sós, mas não existe fórmula. Se existisse, eu a venderia — brinca.

Às vésperas do Dia da Consciência Negra, ela, que é jornalista (uma exigência dos pais para ter uma segunda opção à carreira artística), é considerada exemplo bem-sucedido na TV. Foi a primeira protagonista negra de uma novela, em “Xica da Silva” (também da Manchete); de uma trama Globo, em “Da cor do pecado”; e do horário nobre (quem não se lembra da Helena de “Viver a vida“?).

— Tinha muito pudor em ser um espelho. Hoje, vejo esse lugar com responsabilidade e alegria. Cresci sem muitas referências negras. Meus pais foram os primeiros da família a se formar no ensino superior. Acho lindo que as meninas se inspirem em mim. As mudanças vêm acontecendo, mas ainda falta muito para chegarmos a um patamar de igualdade. Acredito que a solução esteja na educação. O dia em que tivermos um ensino público de qualidade, poderemos chegar lá. Que assim seja!

 

NO TOPO DAS PARADAS

Quem são os popstars preferidos de Taís Araujo e por quê.

Alcione

“Fui criada ouvindo todas as músicas dela e continuo escutando até hoje. Não consigo nem dizer quais são as minhas preferidas. São várias. É top 10 da minha playlist, eu amo.”

Elza Soares

“Adoro, por tudo o que ela representa e como Elza vai se reinventando a cada CD novo, sempre dizendo mais sobre o Brasil. Tem uma qualidade, uma contemporaneidade musical no trabalho dela que é muito incrível.”

Bruno Mars

“Juro que ele é meu primo (Taís faz piada). Eu o adoro, acho incríveis suas músicas.”

Madonna

“Precisa de justificativa? Ela é simplesmente a maior popstar do planeta (risos).”

Beyoncé

“Ela tem algo que ultrapassa a música e o entretenimento: desenvolve um trabalho com responsabilidade, comunicação. E guia a carreira dela de maneira muito inteligente. É realmente impressionante.”

 

CHUVA DE VITÓRIAS

No amor...

“Meu casamento (ela está há 15 anos com o ator Lázaro Ramos). Eu o acho bem vitorioso.”

Na profissão...

“Xica da Silva’. Foi difícil pra caramba. Eu era muito nova (ela tinha 17 anos), inexperiente. Hoje, quando eu vejo, falo: ‘Nossa, eu era muito ruim. Que horror!’ Mas acho que tive um processo de amadurecimento ali no decorrer da novela que foi bonito de ver.”

Em família...

“Acho minha família incrível, principalmente da parte da minha mãe, que é mais próxima. Até quando está errado está bom, entendeu? Todo mundo se aceita do jeito que é. Não existe perfeição e está tudo certo.”

Enquanto mulher...

“Poder ser a mulher que eu quero ser. Isso é demais!”

Enquanto negra...

“Poder ser a mulher que eu quero ser. Pode repetir a resposta.”

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Texto: Carolina Barbosa

Fotos: Brunno Rangel

Direção criativa: Marcelo Feitosa

Cabelo: Maia Boitrago

Maquiagem: Everson Rocha

Assistente de maquiagem: Paula Oliveira

Produção de moda: Mariana Ramogida

Agradecimento: Santa Teresa Hotel RJ - MGallery (@santateresamgallery)

 

Taís Araujo usou...

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    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Isolado internamente e alvo de críticas no Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Augusto Aras, usou o inquérito dos atos antidemocráticos para investigar aliados do presidente Jair Bolsonaro e mandar sinais de isenção à própria categoria e ao STF. A PGR fechou o cerco aos organizadores dos protestos que pediam fechamento do Congresso e do Supremo e realizou ações contra deputados e apoiadores do governo. Além disso, agiu com celeridade no caso dos fogos de artifícios lançados em direção à sede da corte. Essa postura de Aras foi bem recebida no Supremo, que também tem interesse em manter boa interlocução com a PGR. Isso porque a punição de pessoas que atacam o STF e estão sendo investigadas no inquérito das fake news depende diretamente do procurador-geral, responsável por denunciar autoridades com foro ou por encaminhar os casos para terem seguimento em instâncias inferiores. O alinhamento com o Supremo começou justamente na semana anterior ao julgamento que validou a investigação contra ameaças e disseminação de notícias falsas a integrantes do STF. A disputa com a força-tarefa da Lava Jato, dizem interlocutores de ministros e do PGR, também ajudou a melhorar a relação com o STF, principalmente com a ala da corte crítica à operação. A reaproximação com o STF ocorre no momento em que Aras enfrenta uma queda de braço interna com um movimento que tenta limitar seus poderes. Nas últimas semanas, ele sofreu quatro derrotas nas eleições para o Conselho Superior do Ministério Público Federal e perdeu a maioria no colegiado responsável por diversas definições importantes do órgão. No último dia 8, o presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que Aras tem agido com "prudência e parcimônia" e que recebe críticas "injustas". A declaração ocorreu quando o procurador-geral mais precisava, cinco dias depois de ter se envolvido em uma polêmica sobre a interpretação do artigo 142 da Constituição. Em entrevista à Globo, ele afirmou que um Poder que invade a competência de outro perde suas garantias constitucionais e isso poderia ensejar a atuação das Forças Armadas. No mesmo dia, soltou uma nota para tentar justificar a afirmação, que pegou mal entre integrantes do Ministério Público. A nova posição sobre o tema, porém, não foi suficiente para acalmar os ânimos dentro da PGR. Os integrantes do órgão mantiveram as críticas sobre a proximidade de Aras com Bolsonaro e, no Congresso, ganhou força uma proposta que visa vincular a indicação do chefe do Executivo para a PGR à lista tríplice eleita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O atual PGR não estava na lista e nem sequer participou da disputa. Neste cenário, Toffoli foi o primeiro a estender a mão e sair em defesa do procurador-geral, que, segundo ele, tem atuado perante o STF com "coragem" e sem "cair em vaidades". O ministro o cumprimentou por "não querer holofotes", como disse ter acontecido em um passado recente, em referência indireta ao ex-PGR Rodrigo Janot. Aras retribuiu a gentileza. Depois de ter se oposto a medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news contra aliados do presidente, a PGR endureceu o discurso e fechou o cerco aos defensores do fechamento do Congresso e do STF. A procuradoria-geral pediu, e Moraes autorizou, 29 mandados de busca e apreensão contra parlamentares, empresários e militantes influentes na base do chefe do Executivo. Os deputados Bia Kicis (PSL-DF), Guiga Peixoto (PSL-SP), Aline Sleutjes (PSL-PR) e General Girão (PSL-RN) foram alvo da operação e passaram a ser investigados porque teriam usado verba parlamentar para incentivar os atos antidemocráticos. Além disso, a PGR solicitou, e Moraes também autorizou, a prisão da extremista Sara Winter, que era líder do grupo armado de direito "300 do Brasil" e costumava insultar ministros do STF. No episódio em que apoiadores de Bolsonaro dispararam fogos de artifício em direção à sede do STF o alinhamento entre Supremo e PGR também foi imediato. O presidente da corte pediu, e Augusto Aras instaurou um procedimento para investigar o caso horas depois. Na última sessão do STF do semestre, o PGR foi o responsável pelo discurso mais enfático em defesa da corte. Ele citou os ataques ao Supremo e ressaltou a necessidade de distinguir liberdade de expressão do cometimento de crimes previstos nas leis penais e na Lei de Segurança Nacional. Ainda segundo Aras, a PGR e o STF deram mostras de "vigor institucional e atuaram tanto em prol do direito à vida quando em prol da ordem econômica e dos direitos coletivos, todos ameaçados" na crise do novo coronavírus. Já o enfrentamento com a Lava Jato ajudou a melhorar a relação com a ala do STF que sempre fez críticas à operação, sempre exaltada pelos antecessores de Aras. A disputa do comando da procuradoria-geral com os investigadores começou após a subprocuradora Lindora Araújo, uma das principais aliadas do PGR, fazer visita à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. A visita foi mal vista por parte dos integrantes do MPF no Paraná. Eles questionaram a iniciativa de Lindora Araújo e, em ofício enviado à Corregedoria do MPF, acusaram ela de realizar manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos de investigações de maneira informal e sem apresentar documentos ou justificativas para a tomada dessa providência. A Lava Jato disse não saber se a ida da subprocuradora foi de natureza "administrativa, correicional ou finalística" e ressaltou nunca ter sido informada sobre a pauta da reunião. A corregedora-geral do MPF, Elizeta Ramos, abriu uma sindicância para apurar o caso. A reação da força-tarefa irritou Aras, que respondeu as insinuações em uma nota dura, em que disse que o grupo não é um "órgão autônomo" do Ministério Público. "Fora disso, a atuação passa para a ilegalidade, porque clandestina, torna-se perigoso instrumento de aparelhamento, com riscos ao dever de impessoalidade, e, assim, alheia aos controles e fiscalizações inerentes ao Estado de Direito e à República, com seus sistemas de freios e contrapesos", disse Aras. ATRITOS A PGR abriu procedimento preliminar para verificar se o deputado Eduardo Bolsonaro pode ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional por ter afirmado que não é questão de "se, mas de quando" irá ocorrer uma ruptura institucional A PGR pediu, e o ministro Moraes autorizou, 26 mandados de busca e apreensão contra bolsonaristas no inquérito dos atos anti-democráticos ACENOS Aras se alinhou ao governo em relação ao sigilo do vídeo da reunião ministerial citada pelo ex-ministro Sergio Moro em depoimento à PF Aras se posicionou contra a apreensão do celular de Bolsonaro solicitada por parlamentares no inquérito que apura se o presidente violou a autonomia da PF

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