Tabata Amaral diz que há 'conivência da esquerda' com ataque de Zé de Abreu

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Luis Macedo/Agência Câmara
Foto: Luis Macedo/Agência Câmara
  • Ator fez publicação no Twitter ameaçando deputada

  • Parlamentar afirma que é preciso mudanças legais e culturais para combater machismo na política

  • Ela também comentou votos em apoio a propostas bolsonaristas

A deputada federal Tabata Amaral (PSB) declarou que o ator Zé de Abreu apenas a ameaçou no Twitter, no último sábado (18), porque “ele sabia que não perderia o apoio da esquerda”.

“Parece que tudo bem você ‘passar pano’ quando você discorda do alvo ou gosta do agressor”, afirmou a deputada em entrevista ao portal UOL.

A recém-filiada ao PSB disse que tenta não se envolver com esse tipo de provocação e busca focar em seu trabalho no Congresso.

Leia também

“A ameaça vir de uma figura pública me lembrou que isso não deveria estar acontecendo. Claro que os ataques são, em parte, fruto do ambiente tóxico das redes sociais, mas também vêm da conivência de uma parte da esquerda com o ódio que é direcionado a mim”, afirmou.

A deputada entrou com uma ação na Justiça para que o ator explique a motivação por traz do tuíte, que dizia: “Se eu encontro na rua, soco até ser preso”. No entanto, ela não mostra esperança que o processo seja encaminhado.

“Já perdi a conta de quantas ações desse tipo já registrei. Se ele achasse que as lideranças de esquerda teriam um posicionamento contundente a respeito [da ameaça], ele não teria feito aquilo. Espero que a Justiça o lembre que você não pode ameaçar publicamente uma mulher só porque você discorda dela”, disse.

Mudança de partido e atuação no Congresso

Sobre sua saída do PDT e entrada no PSB e seus votos favoráveis a pautas bolsonaristas, Tabata disse apenas que “quando uma mulher discorda, chama mais atenção”. Para a parlamentar, ela “incomoda muita gente” quando traz temas que, segundo ela, não eram pautados no campo progressista.

“O meu voto na reforma foi considerado ‘uma desobediência de uma menina’; a intensidade das reações tem a ver com o fato de eu ser uma mulher jovem — e a forma também. Não foi a primeira e infelizmente não será a última vez que a minha integridade física foi ameaçada. Já fui ameaçada de morte, sou xingada todos os dias”, disse.

Tabata avalia que para diminuir o machismo na política é preciso de uma mudança legal e cultural. “Nós avançamos na legislação, mas também tem uma mudança cultural a ser feita — não sei como isso pode mudar com a política e a Justiça sendo feitas apenas por homens”.

“Se uma mulher tivesse feito o que o Zé de Abreu fez, ninguém aceitaria. Nós somos excluídas por muito menos. Não se perdoa nenhum tipo de erro da mulher. Dos homens se perdoam todos os tipos de crime”, completou.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos