TACO relembra jornada e fala de importância de Major para o CS brasileiro

TACO durante participação na transmissão do Major de Counter-Strike (Foto: Adela Sznajder/ESL Gaming via ESPAT)
TACO durante participação na transmissão do Major de Counter-Strike (Foto: Adela Sznajder/ESL Gaming via ESPAT)

Mesmo sem times brasileiros na final do Major de Counter-Strike: Global Offensive, a torcida teve motivos para comemorar na Jeunesse Arena neste domingo (13). Como Time Brasil, a velha escalação de Luminosity e SK Gaming venceu um combinado de lendas suecas por 16 a 8, no mapa da Train, que ficou marcado na época de alta do quinteto brasileiro.

A partida realizada antes da final do Major serviu como uma grande celebração do Counter-Strike brasileiro e mais uma oportunidade para que os torcedores pudessem ver Gabriel 'FalleN' Toledo, Epitácio 'TACO' de Melo, Marcelo 'coldzera' David, Fernando 'fer' Alvarenga e Lincoln 'fnx' Lau de novo no servidor juntos.

Após a partida, TACO relembrou os tempos em que os jogadores desse core ajudaram a construir um espaço para o CS:GO brasileiro no palco mundial, culminando com um Major no Rio.

"Eu tava falando com o FalleN enquanto fomos para um media day aqui na ESL: 'Pô, Fallenzão, você lembra? Seis, sete anos atrás a gente pagava para jogar. A gente ia para o campeonato pagar para jogar e ganhar o torneio para recuperar o que você pagou. E nem sempre dava, nem ganhar ajudava de vez em quando (risos)'", lembra o hoje in game leader da 00 Nation. "Aí hoje estamos aqui jogando um campeonato que vale 1 milhão de dólares para 16, 18 mil pessoas em uma das arenas mais legais do Rio de Janeiro. É louco pensar nessas coisas. Sete anos passaram rápido voando. Teve muita gente envolvida para isso, seja vocês da imprensa, o público, os streamers, os narradores e nós os jogadores."

O pernambucano também destacou que o torneio no Rio de Janeiro pode ter mostrado que o Brasil merece um espaço no calendário dos principais campeonatos do cenário.

"Acho que nesse momento isso deveria ser uma preocupação das organizadoras de torneio. Eles deveriam estar se perguntando 'Como assim não vamos ter Brasil no nosso calendário anual?'. O que a gente fez aqui é um showcase absurdo para o mundo todo de que o nosso país é muito fera em um monte de coisa que a gente faz, mas principalmente nos esportes eletrônicos. Tenho certeza que nos próximos anos teremos vários campeonatos no Brasil e que o Major foi um divisor de águas". disse o jogador.

Tanto pode ter sido um divisor de águas que antes do início da grande decisão, a ESL anunciou a realização de um torneio da série Intel Extreme Masters no Brasil para 2023. É provável que o campeonato seja disputado em abril do próximo ano.