'Tacos': Jill Biden pede desculpas por comparar latinos com prato típico do México

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A primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, pediu desculpas nesta terça-feira por comentários feitos por ela em um evento nos quais citou os tacos, tradicional prato da culinária mexicana, para definir a comunidade de origem latina do país. Na segunda-feira, Jill elogiou o presidente da UnidosUS (ONG que defende direitos de latinos no país), Raul Yzaguirre, dizendo:

— [Yzaguirre] ajudou a construir esta organização com o entendimento de que a diversidade da comunidade, tão distinta quanto os bares do Bronx, tão bonita quanto as flores de Miami e tão única quanto o café da manhã com tacos aqui em San Antonio, é a sua força.

A fala teve repercussão negativa, principalmente na cidade de San Antonio, no Texas, onde mais de 60% da população é de origem latino-americana.

"Não somos tacos", protestou a Associação Nacional de Jornalistas Hispânicos (NAHJ, na sigla em inglês). O grupo divulgou uma nota afirmando que "usar tacos no café da manhã para tentar demonstrar a singularidade dos latinos em San Antonio demonstra uma falta de conhecimento cultural e de sensibilidade em relação à diversidade dos latinos na região".

Nos Estados Unidos vivem 62 milhões de pessoas de origem latino-americana, segundo o Censo de 2020, mas o grupo é muito diversificado culturalmente. "Nossa herança como latinos é formada por uma variedade de diásporas, culturas e traduções culinárias e não pode ser reduzida a um estereótipo", diz a nota da NAHJ.

Os republicanos rapidamente criticaram os comentários, como o senador Marco Rubio, da Flórida, mudando a imagem do seu perfil do Twitter para um taco. Senador pelo Texas, Ted Cruz reproduziu os comentários e tuitou: “pessoalmente, sou um chouriço, ovo e queijo”.

Na terça-feira, o secretário de Imprensa de Jill Biden, Michael La Rosa, tuitou que ela “se desculpa por suas palavras terem transmitido algo além de pura admiração e amor pela comunidade latina”.

Os eleitores latinos são um grupo demográfico crescente e chave para os esforços dos democratas para manterem o controle do Senado e da Câmara dos EUA na eleições de novembro deste ano. Pesquisas mostraram que uma parte desse eleitorado, tradicionalmente democrata, está mudando para candidatos republicanos, atraídos pelo conservadorismo cultural da sigla de oposição ao governo federal.

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