Tailandês mata bebê e se suicida ao vivo no Facebook

O Facebook anunciou novas ferramentas criadas para combater tentativas de manipulação política através de conteúdos patrocinados publicados na redes social

Um tailandês matou um bebê de onze meses durante uma transmissão pelo Facebook Live antes de cometer suicídio, também diante da câmera, anunciou a polícia nesta terça-feira, poucos dias após a difusão na rede social de outro assassinato nos Estados Unidos.

Vários amigos do homem alertaram sobre o ocorrido à polícia de Phuket, no sul do país.

"Já estavam mortos quando cheguei ao local na segunda-feira à tarde", declarou à AFP o tenente Jullaus Suvannin, um dos primeiros agentes mobilizados, explicando que encontraram um telefone próximo aos corpos.

Segundo a polícia, o homem, identificado como Wuttisan Wongtalay, teria brigado com a mãe da menina, mas as autoridades não confirmaram se ele era o pai da criança.

O Facebook qualificou o vídeo como assustador. "No Facebook não há lugar para conteúdo desse tipo e será retirado", informou a rede social à AFP.

Este assassinato ocorre poucos dias depois do crime de Cleveland, nos Estados Unidos, onde um homem de 37 anos matou um aposentado escolhido aleatoriamente e postou o vídeo no Facebook. Depois de três dias de perseguição policial, o assassino se suicidou.

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou depois da tragédia que sua equipe faria todo o possível para impedir que isto se repetisse.

Estes assassinatos não são os primeiros divulgados ao vivo na Internet. Em fevereiro, já havia ocorrido o mesmo em um duplo homicídio em Chicago.

O governador de Phuket pediu aos cidadãos que não compartilhassem o vídeo de quatro minutos do assassinato e do suicídio, embora ainda fosse encontrado nesta terça-feira em contas de internautas tailandeses.