Talíria Petrone e Kim Kataguiri vão escrever manifesto pelo superpedido de impeachment de Bolsonaro

CAMILA MATTOSO
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**ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.04.2021 - Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante cerimônia de cumprimento aos oficiais generais promovidos. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
**ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.04.2021 - Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante cerimônia de cumprimento aos oficiais generais promovidos. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A deputada Talíria Petrone (RJ), líder do PSOL na Câmara, e o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do MBL, serão os autores do manifesto do grupo de parlamentares e membros da sociedade civil que vai tentar unificar dezenas de pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro para criar um superpedido.

A ideia é aumentar a pressão para que Arthur Lira (PP-AL), presidente da Casa, coloque um dos pedidos em pauta.

O grupo fez sua primeira reunião nesta sexta-feira (23). O encontro contou com mais de 170 participantes. Além do manifesto, ficou acertado que eles organizarão um ato público e criar um grupo de trabalho para analisar a junção dos pedidos de impeachment em uma única peça.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) também sugeriu a criação de um grupo de trabalho para tratar da comunicação do grupo.

"Há abismos que separam os partidos, parlamentares e campos políticos que estavam lá. Não são pequenas diferenças que me separam do Alexandre Frota (PSDB), do Kim, da Joice. Mas tem algo que nos unifica neste momento, que é a necessidade do impeachment do Bolsonaro para que o país possa respirar. Há um entendimento comum sobre a necessidade de interrupção do ciclo de barbárie no país", diz Talíria.

Kim Kataguiri diz que a reunião foi um primeiro passo importante.

"A ideia é juntar parlamentares, sociedade civil, mercado financeiro, artistas, para mostrar que existe demanda da sociedade civil para que o impeachment seja pautado", afirma.

Segundo o deputado, o manifesto foi uma iniciativa dele e de Talíria e deve se estruturar a partir das críticas à derrocada econômica e aos problemas na condução da pandemia.

"As prioridades do país não vão se resolver enquanto Bolsonaro estiver no poder, por isso a prioridade do Congresso tem que ser o impeachment", afirma.