Talentos lapidados pela educação

Em um mercado originalmente excludente como o da moda, novos talentos surgem para renovar o setor. Seja para quem quer empreender, seja para quem quer ingressar no mercado de trabalho, a Firjan SENAI é uma das referências no ensino profissionalizante de qualidade, de forma gratuita e que contribui para o desenvolvimento de novos talentos. Da costura à modelagem, da operação de máquina ao marketing. Em polos de moda espalhados pelo Estado do Rio, estudantes de todas as idades ganham destaque.

Conhecida como a cidade da moda, Nova Friburgo forma grande parte dos novos talentos no mercado fluminense. Samara Rodrigues, Elizabeth Vicente, Thamires Andrade e Rodrigo Mafort são quatro profissionais que surgiram nesses cursos.

Samara Rodrigues sonhava em ser estilista. À procura de um curso com carta remunerada, encontrou na modelagem o caminho para a moda e se apaixonou. Logo emendou com os cursos de técnico em vestuário e ilustração, conseguiu um estágio e, em dois meses, foi efetivada como assistente de estilo em uma loja da cidade serrana.

— O curso me deu a técnica necessária para estar empregada hoje. Quero muito fazer outros cursos para me aprimorar — diz Samara, que foi finalista do Desafio Senai de Projetos Integradores (DSPI) com um maiô composto de um tecido de aloe vera com poliéster, que tem proteção UV e que se decompõe em três anos.

Thamires Andrade sempre gostou de customizar as próprias roupas, mas foi durante a pandemia que a recepcionista resolveu lançar um brechó on-line com peças customizadas. Por indicação de uma amiga, iniciou o curso de produção de moda na Firjan SENAI e já pensa em emendar no curso de técnico em vestuário para alcançar voos mais altos: seu objetivo é investir em uma moda sustentável.

Motivado a ampliar o legado da família, Rodrigo Mafort, de 34 anos, procurou a capacitação estratégica para impulsionar a marca de lingerie que leva o seu sobrenome. Ao todo, o empresário já realizou dez cursos profissionalizantes, como técnico em vestuário, marketing, custos e PPCP (sigla para planejamento, programação e controle de produção). Em seu projeto final, desenvolveu uma proposta de estamparia botânica com mais duas colegas, com um produto que não afetaria o meio ambiente. No futuro, ele não descarta desenvolver um modelo na confecção que hoje comanda ao lado dos irmãos.

— Meu pai comandou o negócio por mais de 20 anos. Hoje cada fi lho é responsável por uma área. Eu cuido da produção e criação, e a Firjan SENAI me ajudou nesse processo — diz.

Resgate de autoestima

Ingressar em um curso de moda também pode ser um recomeço. Depois de se libertar de um relacionamento abusivo, Elizabeth Vicente, a Beta, resgatou sua autoestima e deu um novo sentido à sua trajetória. Aos 50 anos, ingressou na turma de moda fi tness, modelagem e depois na de operador de máquina industrial. Hoje, no seu 12º curso no polo de moda de Nova Friburgo, ela é a única mulher na turma de mecânico de máquina de produção.

— A Firjan SENAI me proporcionou a chance de entrar no mercado de trabalho. Hoje desenvolvo peças íntimas para uma grande rede de lojas — afirma Beta, que, aos 54 anos, também inspira outras mulheres.

Talento além da idade

Da Baixada Fluminense, Idenilda Lima Eloy também prova que idade não pode limitar o crescimento profissional. Após os 60 anos, ela abriu uma empresa de uniformes e ingressou nos cursos de operação de máquinas — era a aluna mais velha entre jovens — e de modelagem na Firjan SENAI Duque de Caxias.

Os conhecimentos adquiridos foram fundamentais para a melhoria da qualidade dos produtos de sua marca.

— Mesmo com a crise, não parei de trabalhar, me reinventei com os cursos e me adaptei — diz Idenilda, que criou uma peça social usando um tecido two way com elastano em seu projeto final de curso.

Já a jovem Adriele Bernardes Mattos, de 21 anos, não tinha a moda presente na sua vida. Ao ver a empolgação da irmã com os cursos de vestuário e costura, a moradora de Petrópolis se interessou pela área e hoje fi naliza o curso de modelagem. Em seu projeto fi nal, desenvolveu um sobretudo jeans com pedaços replicados que encontrava na famosa Rua Teresa.

— A gente entra nos cursos com o intuito de aprender, mas saímos querendo empreender. Hoje faço peças por encomenda e quero abrir uma marca de moda evangélica — afirma.

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