EI reivindica atentado e talibãs anunciam destruição de célula terrorista

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Combatente talibã usa metralhadora sobre veículo na periferia de Cabul, em 3 de outubro de 2021 (AFP/Hoshang Hashimi)

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta segunda-feira (4) o atentado contra uma mesquita de Cabul que deixou pelo menos cinco mortos, após os talibãs afirmarem que destruíram uma célula dormente do EI na capital afegã.

O EI fez a reivindicação através do Amaq, seu órgão de propaganda, e afirmou que o ataque foi realizado por um homem-bomba.

Mais cedo, o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, revelou à AFP que as primeiras informações levavam a crer que o atentado havia sido obra do EI.

Sob o nome de Estado Islâmico-província de Khorasan (EI-K), o grupo assumiu a responsabilidade por alguns dos ataques mais sangrentos no Afeganistão nos últimos anos.

Tanto os talibãs quanto o EI-K são islâmicos sunitas de linha-dura, mas divergem em questões de religião e estratégia, levando a confrontos sangrentos entre eles.

Antes da reivindicação do EI-K, o porta-voz do Talibã anunciou que um esconderijo onde se refugiavam jihadistas do grupo terrorista foi destruído e seus integrantes abatidos. A operação aconteceu no domingo à noite no norte de Cabul.

Testemunhas e jornalistas da AFP ouviram explosões e disparos na capital no momento do assalto, enquanto imagens publicadas nas redes sociais mostravam uma grande explosão e fogo no local.

Abdul Rahaman, um funcionário do governo em Cabul, disse à AFP que um "grande número" de membros das forças especiais dos talibãs atacou pelo menos três casas em seu bairro.

"Os confrontos continuaram por várias horas", disse ele, acrescentando que não conseguiu dormir pelo som dos tiros. "Não sei quantos morreram, ou foram presos, mas o combate foi intenso", completou.

A operação foi lançada horas depois de um ataque mortal a um lugar de oração na mesquita de Eid Gah, em memória da mãe de Mujahid, o porta-voz talibã. Ela faleceu na semana passada.

Um funcionário da comissão cultural do governo, que pediu para não ser identificado, disse à AFP que cinco pessoas foram mortas, e 11 ficaram feridas. As baixas incluem civis e talibãs.

"Também prendemos três pessoas ligadas à explosão", acrescentou.

Segundo a mesma fonte, o artefato foi colocado na entrada da mesquita. Explodiu no momento em que as pessoas saíam, depois de apresentarem suas condolências a Mujahid e sua família.

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