Talibãs cobram 'remorso' de intérpretes das forças internacionais no Afeganistão

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Com a retirada acelerada das tropas da Otan, milhares de tradutores e intérpretes das embaixadas e das forças militares ocidentais tentam obter um visto pelo temor de represálias dos insurgentes caso retornem ao poder

Os talibãs pediram nesta segunda-feira aos intérpretes afegãos das forças internacionais que se arrependam e permaneçam no Afeganistão após a saída das tropas ocidentais, que aceleram o processo de retirada.

"Muitos afegãos se equivocaram nos últimos 20 anos de ocupação e trabalharam com as forças estrangeiras como intérpretes, guardas ou de outro modo, e agora (...) têm medo e tentam abandonar o país", afirmaram os insurgentes em um comunicado.

"Mas ninguém deveria desertar do país", completa o texto.

Os talibãs exigiram que "expressem os seus remorsos por ações passadas e que não participem neste tipo de atividades no futuro, que equivalem a uma traição ao Islã e a seu país".

"Nós os considerávamos como o inimigo, mas uma vez que abandonem as fileiras do inimigo, se converterão em afegãos comuns em sua pátria e não deveria ter medo", afirma o comunicado, ao destacar que "não correm nenhum perigo" de sua parte.

"Porém, se invocam algum 'perigo' para obter o chamado asilo, é problema deles e não dos mujahedines", conclui a nota.

Com a retirada acelerada das tropas da Otan, milhares de tradutores e intérpretes das embaixadas e das forças militares ocidentais tentam obter um visto pelo temor de represálias dos insurgentes caso retornem ao poder.

Após um acordo entre os talibãs e os Estados Unidos, o presidente americano Joe Biden fixou para 11 de setembro o fim do processo de saída das tropas estrangeiras.

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