Talibãs entregam aos EUA proposta de trégua no Afeganistão

Imagem de 17 de junho de 2018 de militantes talibãs

O Talibã transmitiu uma proposta de trégua de alguns dias aos Estados Unidos, informaram dois líderes desse movimento insurgente à AFP, o que implica um avanço nas negociações bilaterais após 18 anos de guerra no Afeganistão.

"O Talibã está disposto a um cessar-fogo temporário de sete a dez dias. Seria uma trégua com os Estados Unidos e o governo afegão", disse uma fonte talibã no Paquistão.

"A proposta está pronta, foi transmitida aos Estados Unidos e abre caminho para um acordo", disse a outra fonte consultada pela AFP.

Os Estados Unidos fizeram da redução da violência uma condição prévia para qualquer progresso sério nas negociações.

Até o momento, o Talibã não fez nenhum anúncio público e Washington não confirmou o recebimento de nenhuma proposta.

Ambos os lados estavam prestes a anunciar um acordo em setembro, quando o presidente Donald Trump declarou abruptamente o fim do processo após vários ataques dos talibãs.

O mesmo cenário foi repetido novamente em dezembro, no Catar, onde houve inúmeras rodadas de negociação.

Logo após um ataque reivindicado pelos rebeldes contra a base de Bagram, controlada pelos americanos, as negociações foram interrompidas novamente.

O Talibã mostra disposição de reduzir a violência no Afeganistão após 19 anos de guerra, disse um ministro paquistanês nesta quinta-feira.

"Um progresso positivo foi feito hoje, o Talibã demonstrou sua disposição em reduzir a violência, o que era uma exigência dos Estados Unidos", disse o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, cujo país mantém laços privilegiados com insurgentes fundamentalistas.

"É um passo em direção ao acordo de paz", disse ele em comunicado em vídeo.

O Paquistão foi um dos três países que reconheceram o regime talibã entre 1996 e 2001, quando foram expulsos do poder por uma coalizão internacional liderada por Washington após os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Islamabad, aliado oficial de Washington em sua "guerra ao terrorismo", prometeu desde o ano passado facilitar as negociações com o Talibã.

Mas o Paquistão também foi acusado em inúmeras ocasiões de duplicidade, tanto por Washington quanto por Cabul, em particular por ter hospedado os talibãs em seu território para realizar ataques no outro lado da fronteira.

Islamabad sempre negou essas acusações.

Os Estados Unidos querem do Talibã um compromisso de que não dêem refúgio ou ajudem a grupos jihadistas, enquanto os rebeldes esperam que Washington deixe o país por completo.

Os Estados Unidos, que tinham 100.000 soldados destacados no Afeganistão, agora têm cerca de 13.000 soldados no país.

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    O príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle, ameaçaram tomar medidas legais depois da publicação por tabloides de fotos da duquesa de Sussex com seu filho Archie no Canadá - informou a imprensa britânica nesta terça-feira (21).

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    Agora, a defesa pode, em tese, entrar com uma reclamação no STF alegando que a decisão de Mendes foi descumprida. Eventual pedido seria analisado pelo ministro Luiz Fux, vice-presidente da Corte

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    Sob forte esquema de segurança, Marcola passa por exames médicos em Brasília

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O chefe máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Camacho, o Marcola, passou na manhã desta terça-feira (21) por exames médicos em um hospital em Brasília.  Marcola está preso desde o início do ano passado na Penitenciária Federal de Brasília. Ele foi levado de helicóptero da prisão ao Hospital de Base, na região central da capital federal. Todo o deslocamento foi feito sob forte esquema de segurança, com a participação de agentes da Polícia Federal, Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e Força Nacional.  "A Penitenciária Federal de Brasília em parceria com a Força Nacional de Segurança e Polícia Federal realizou hoje uma escolta de preso para exames de rotina. Horário, período de férias escolares e deslocamento aéreo foram escolhidos para causar o menor constrangimento possível para a população. Não houve congestionamentos e alterações significativas na rotina da região", disse o Depen em nota.  Marcola foi transferido a Brasília em março de 2019. Ele estava na unidade de segurança máxima de Porto Velho (RO), onde permaneceu por pouco mais de um mês. Antes de chegar a Rondônia, Marcola cumpria sentença na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no estado de São Paulo. O chefe do PCC foi condenado a mais de 300 anos de prisão. Na madrugada de 19 de janeiro, 75 presos, a maioria membros do PCC, fugiram de uma prisão em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A fuga fez com que o ministro Sergio Moro (Justiça) fosse ao Twitter para dizer que o governo, junto aos estados, está trabalhando para impedir a entrada desses fugitivos no Brasil.  "Estamos à disposição também para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime", escreveu o ministro.

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    A penitenciária agrícola de Monte Cristo tem capacidade para 500 pessoas, mas abriga cerca de 1,3 mil

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    Empresa faz recall de remédio para úlcera gástrica após recomendação da Anvisa

    SÃO PAULO, SP(FOLHAPRESS) - A Medley, empresa de medicamentos genéricos que faz parte do grupo Sanofi, anunciou nesta segunda (20) o recolhimento do remédio Ranitidina (150 mg e 300 mg), que inibe a produção de ácido pelo estômago e é normalmente utilizado no tratamento de úlcera gástrica.  A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou maior controle de drogas que levem nitrosaminas em sua composição. Essas substâncias são usadas na fabricação de remédios e podem causar câncer em caso de exposição prolongada. A Medley diz que a decisão foi tomada após possível contaminação por  N-nitrosodimetilamina - composto membro da classe das nitrosaminas - de cerca de 50 lotes do medicamento. Apesar de a Anvisa não ter determinado um recall das farmacêuticas, a agência publicou um comunicado em que recomenda que empresas reavaliem os seus métodos de processamento de nitrosaminas.  "A decisão é de precaução, o mesmo que ocorreu em 2019, quando ações foram adotadas após a detecção de nitrosaminas nos princípios ativos conhecidos como 'sartanas', como a losartana e a valsartana, ingredientes utilizados na fabricação de medicamentos para o tratamento de hipertensão arterial (pressão alta)", diz o comunicado. De acordo com o Procon de São Paulo, aqueles que compraram algum dos lotes de Ranitidina têm o direito de ter seu medicamento trocado por outro que não tenha sido contaminado ou receber o seu dinheiro de volta.  Além disso, o órgão recomenda àqueles que compraram o remédio que não façam uso, conservem as embalagens e entrem em contato com a empresa pelo telefone: 0800 729 8000.

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    Vírus misterioso saiu da China e já afetou mais 3 países; cientistas falam em 1.700 infectados

    Ministério da Saúde do Brasil enviou um comunicado às autoridades Anvisa para que viajantes que passem por portos e aeroportos sejam orientados a tomar medidas de precauções em viagens ao exterior

  • Moro chama mensagens de bobageirada e pede para Gilmar assumir responsabilidades
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    Moro chama mensagens de bobageirada e pede para Gilmar assumir responsabilidades

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça, Sergio Moro, disse nesta segunda-feira (20) considerar uma "bobageirada" a publicação de reportagens sobre conversas suas no aplicativo Telegram e criticou declaração do ministro do Supremo Gilmar Mendes a respeito da divulgação de áudio de telefonema entre os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff em 2016. Desde junho passado, o site The Intercept Brasil e outros veículos têm publicado uma série de reportagens com mensagens de autoridades da Lava Jato que mostram que havia colaboração entre Moro e o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol. As conversas apontam, por exemplo, que o então juiz orientou a respeito da ordem de fases da operação, indicou uma prova para uma denúncia do Ministério Público e sugeriu uma testemunha. Em entrevista ao Roda Viva nesta segunda, Moro disse que o tema é "um episódio menor" em seu primeiro ano no governo federal.  "Sinceramente nunca dei muita importância para isso. Acho que ali tem um monte de bobageirada, nunca entendi muito bem a importância [dada] para aquilo. Agora, foi usado politicamente para tentar, vamos dizer assim, soltar criminosos presos, pessoas que tinham sido condenadas por corrupção e, principalmente, tentar enfraquecer politicamente o Ministério da Justiça." Moro foi questionado também sobre sua decisão, na época em que era o juiz responsável pela Lava Jato, de tirar o sigilo de conversas telefônicas entre Lula e Dilma em março de 2016, em uma iniciativa que acabou aumentando a pressão pelo impeachment da então presidente. Após aquela medida de Moro, Gilmar Mendes concedeu uma liminar suspendendo a nomeação de Lula para a Casa Civil do governo, diante da suspeita de obstrução de Justiça. Em entrevista no ano passado, Gilmar afirmou que hoje tem "muitas dúvidas" sobre o assunto. "Muito mais dúvidas do que certeza e lamento muito esse tipo de manipulação." Nesta segunda, Moro defendeu sua medida na ocasião, mas disse que é atribuída ao áudio uma importância que não existe. "É muito facil [afirmar:] '2016, ah, não tenho culpa nenhuma, fui manipulado'. Não existe nada disso. Ele [Gilmar] tomou a decisão dele na época, ele assuma a responsabilidade pela decisão que ele tomou. Nada ali foi objeto de manipulação ou qualquer espécie de falsidade." Na entrevista, Moro falou sobre a possibilidade de ser nomeado para o Supremo por Bolsonaro, em vaga que será aberta neste ano. O presidente já defendeu que pretende indicar alguém "terrivelmente evangélico" para o cargo. Moro afirmou que a religião não é um fator fundamental para a escolha e disse ser católico. O ministro da Justiça também foi questionado no programa a respeito de ataques do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas. Disse que não falaria especificamente sobre o comportamento do presidente, mas afirmou que Bolsonaro "tem sido criticado e muitas vezes ele reage". Em outros momentos da entrevista, que marcou a estreia da jornalista Vera Magalhães à frente do programa, disse respeitar uma "cadeia de comando" quando existem divergências com Bolsonaro. Sobre a sanção pelo presidente do pacote anticrime, com diversos pontos sobre os quais Moro é crítico, disse que Bolsonaro entendeu que, se vetasse determinados trechos, acabaria sendo derrotado posteriormente na Câmara. Para o ministro da Justiça, a implantação da figura dos juízes das garantias, magistrados que ficarão responsáveis apenas pelas investigações de casos na Justiça, só pode ser concretizada se for editada uma nova lei, com o texto atual sendo considerado inconstitucional. "Não é uma prioridade para a melhoria do nosso sistema judiciário." Questionado sobre os motivos de não se manifestar acerca de assuntos como a defesa da ditadura militar por integrantes do governo ou o ataque à produtora do grupo Porta dos Fundos, no fim do ano passado, o ministro disse que não é um "comentarista sobre tudo". Sobre a saída do secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim, que foi demitido na sexta-feira (17) após discurso no qual parafraseou Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Moro chamou o caso de "episódio bizarro" e disse que não se pronunciou porque o presidente já havia decidido demitir o subordinado.

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    Juan Guaidó é o presidente reconhecido, mas, ao mesmo tempo, quem recebe os impostos é o governo de Nicolás Maduro. As aspirações de mudança de muitos venezuelanos e grande parte da comunidade internacional se chocam com a realidade de um país sob rígido controle chavista.

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    A Coreia do Sul enviará um destróier e 300 soldados ao Estreito de Ormuz - anunciou o Ministério da Defesa nesta terça-feira (21), após pressões por parte dos Estados Unidos, em meio à escalada entre Washington e Teerã.

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    Atriz foi eleitora do partido por décadas, mas em 2018 deu guinada à direita ao apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro

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    Chamar 7 mil militares da reserva que receberao uma gratificaçao de 30% naremuneraçao e custarao R$ 14,5 milhoes aos cofres publicos por mes.

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    Colégio de maior nota no Enem cobra kit de médico para meninos e de cozinha para meninas

    TERESINA, PI (FOLHAPRESS) - Colégio de maior nota no ranking no país do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Instituto Dom Barreto, de Teresina, no Piauí, gerou discussão entre pais após exigir kit de profissão de médico para meninos e de cozinha para meninas. A exigência causou debate entre os pais e nas redes sociais. No site, a escola pede que sejam enviados para alunos do infantário, que são bebês a partir de um ano de idade, um estojo (kit de brinquedo) de profissões como médico, mecânico ou bombeiro para meninos. Já na lista para as meninas, havia estojo  de salão ou cozinha.  Depois da polêmica em grupos de pais nas redes sociais, o item das meninas foi retirado da lista do site, mas a descrição de kit profissões foi mantido para os meninos. A escola não explicou o motivo da alteração. A escola não especifica os itens do brinquedo, mas a maleta para médico, geralmente, tem estetoscópio, tesoura, bisturi e injeção, enquanto na de cozinha há itens como panelas, talheres, xícaras e comidas e frutas de plásticos.  Com dois filhos na escola, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí Francisco Meton Marques disse que não aprova a divisão das profissões. "A escola deve evitar a divisão por sexo. A escolha da profissão independe de gênero. Haveria impedimento para eu ser cozinheiro? Por que não médica, bombeira, mecânica? Não vejo motivo para separar", disse o desembargador. Ele citou ainda que até a CLT (Consolidações das Leis do Trabalho) revogou itens que separavam trabalho para mulheres e para homens. A cantora Lilly Araújo, 43, que tem dois filhos na escola, diz que vê o debate como desnecessário e que a metodologia do Dom Barreto é inclusiva. "Eu penso que a lista específica para meninos e meninas é para ajudar os pais quando forem comprar a lista de material. Para a minha filha comprei a maleta de médica e não teve nenhum problema", disse a cantora.   O Dom Barreto, que atende mais de 2.000 estudantes, é uma escola fundada pela Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Um dos diferenciais que o instituto aponta é apostar em carga horária diferenciada e em monitorias, além da oferta de disciplinas como xadrez, robótica, latim, filosofia, sociologia, inglês e espanhol. Em 2015, o colégio levantou outro debate ao substituir o Dia das Mães por Dia da Família. A mudança causou discussão, mas foi aprovada pelos pais. A escola foi pioneira ao incluir em seus quadros uma professora transexual. Em nota, a escola afirmou que ao longo de sua existência tem trabalhado para uma educação "libertadora de quaisquer amarras derivadas de preconceitos e discriminação". A diretora-geral do Dom Barreto, Stela Rangel, disse que a escola atende cerca de 80 bebês no infantário, que a divisão de sexo é para garantir a diversidade de itens em cada sala e que os kits são de uso coletivo para ambos os sexos. "O objetivo não é estimular ou segregar uma profissão em detrimento de outra, tampouco reproduzir uma percepção caduca de atividades específicas e distintas para meninas e meninos."

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    Aberto da Austrália: Thiago Monteiro é eliminado na estreia por Isner

    Tenista brasileiro fez jogo duro, mas perdeu por 3 a 1. Todos os sets foram decididos no tie-break

  • Bolsonaro ironiza levantamento sobre ataques contra jornalistas
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    Bolsonaro ironiza levantamento sobre ataques contra jornalistas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro fez publicações em suas redes sociais neste domingo (19) ironizando o levantamento da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) que mostrou que ele foi o autor de 58% dos ataques contra veículos de comunicação e jornalistas no Brasil em 2019.  "Pegaram o QI médio da galera da imprensa. Deu 58", escreveu ele para um apoiador que comentou em sua postagem. O presidente publicou uma imagem com o título da reportagem feita pelo UOL sobre o levantamento, acompanhada de risadas. "- KKKKKKKKKKKKKKK. - HAHAHAHAHAHAHA. - KKKKKKKKKKKKKKK.", escreveu Bolsonaro no Facebook, mesma rede social em que respondeu diretamente ao seguidor. Na pesquisa, divulgada na semana passada, a entidade contabilizou 208 ataques contra veículos de comunicação e jornalistas no ano passado. Destes, 121 foram praticados pelo presidente da República. A maioria dos ataques de Bolsonaro ocorreu em divulgações oficiais da Presidência da República, de acordo com a federação. Os registros foram encontrados em discursos e entrevistas -transcritos no site do Palácio do Planalto- e no Twitter oficial do presidente. O levantamento registrou que, no caso de Bolsonaro, "foram 114 ofensivas genéricas e generalizadas, além de sete casos de agressões diretas a jornalistas". Na última semana, o presidente atacou dois repórteres da Folha de S.Paulo que o questionaram sobre reportagens publicadas pelo jornal a respeito do chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten. As notícias mostraram que o auxiliar do Planalto recebe, por meio da empresa da qual é sócio, dinheiro de agências e emissoras contratadas pelo governo federal. Na manhã de quinta-feira (16), o presidente reagiu negativamente a uma pergunta sobre o tema. "Fora, Folha de S.Paulo, você não tem moral para perguntar, não", afirmou, pedindo que outros repórteres fizessem perguntas. "Cala a boca", disse à reportagem. No início da noite, Bolsonaro respondeu mais uma vez com agressividade. "Você está falando da tua mãe?", disse. A reportagem havia perguntado: "O senhor sabia dos contratos do Fabio, presidente?". "Está falando da tua mãe? Você está falando da tua mãe?", afirmou Bolsonaro. "Não, estou falando do secretário de Comunicação, do Fabio Wajngarten", respondeu a reportagem. Dias antes, em 6 de janeiro, o presidente disse que os jornalistas brasileiros são uma "raça em extinção", falou que cada vez menos pessoas confiam na imprensa e que a leitura diária de jornais envenena e desinforma. Na ocasião, ele também acusou a Folha de S.Paulo de escrever mentiras. Em outubro, Bolsonaro disse que o jornal desceu "às profundezas do esgoto" após publicação de reportagem sobre possível uso de caixa dois na campanha dele à Presidência. No mesmo mês, determinou o cancelamento de assinaturas da Folha de S.Paulo no governo.

  • Ninguém gosta de Bernie Sanders, diz Hillary Clinton em série
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    Folhapress

    Ninguém gosta de Bernie Sanders, diz Hillary Clinton em série

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Hillary Clinton, que concorreu com Bernie Sanders pela nomeação democrata à corrida presidencial de 2016, disse que "ninguém gosta dele, ninguém quer trabalhar com ele, ele não termina nada". Ainda segundo a ex-secretária de Estado, Sanders, que concorre novamente à nomeação pelo partido democrata depois de ser derrotado por ela em 2016, "era um político de carreira" e, apesar de ter estado por anos no Congresso, só tinha apoio de um senador. As declarações estão em uma série documental, "Hillary", que estreia no festival de cinema de Sundance, no fim de janeiro, e em seguida no serviço de streaming Hulu, em 6 de fevereiro. Em entrevista para o site Hollywood Reporter publicada nesta terça (21), ela afirmou que suas opiniões ainda são válidas e não confirmou se apoiará a campanha de Sanders caso ele seja escolhido como o concorrente democrata a enfrentar Donald Trump nas eleições de novembro. As declarações de Clinton vem à tona menos de duas semanas antes do caucus -assembleia de eleitores- de Iowa, considerado um momento decisivo para escolha do candidato democrata. Desde que Sanders, 78, teve um ataque cardíaco no final do ano passado, tem recebido o apoio público de diversas personalidades. Nas pesquisas mais recentes, Sanders tem 19% das intenções de voto: ele é o segundo colocado, atrás do ex-presidente Joe Biden.  Na semana passada, Sanders teve um desentendimento com sua colega democrata Elizabeth Warren, que começou nas páginas da imprensa e seguiu durante um debate na televisão. A senadora afirmou que Sanders disse que uma mulher não pode ser eleita presidente dos EUA, mas ele negou a afirmação e tentou desviar do assunto durante o debate transmitido pela CNN. Mas Warren não deixou a polêmica morrer e respondeu que, dos presentes no debate, as únicas pessoas que sempre haviam vencido as eleições nas quais participaram eram as mulheres. A discussão dos dois trouxe à tona questões de gênero e sexismo nas primárias democratas, mostrando os rachas dentro do partido. Na entrevista para o Hollywood Reporter, Clinton afirmou que ataques a mulheres são "parte de um padrão" de Sanders, acrescentando que ele havia dito que ela era "desqualificada" durante as primárias de 2016. Ainda de acordo com ela, os apoiadores de Sanders concordam com este tipo de comportamento.

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    Familiares relatam constrangimento; maior rigor na Penitenciária Federal de Brasília começou após suspeita de plano para resgatar Marcola, número 1 da facção

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    Pode ser tarde demais quando as pessoas que agora vibram por ver o jornalista que não gosta em apuros perceberem que tudo isso diz respeito também a elas

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    O jogo que vale três pontos para o Botafogo será nesta terça-feira, contra o Madureira, pelo...

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    Dia 20 de janeiro é marcado por homenagens nos EUA ao pastor que completaria 91 anos em 2020

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