Talibãs fecham dezenas de centros de saúde no Afeganistão

(Arquivo) Carros em rodovia na província de Wardak, na cidade de Cabul

Os talibãs fecharam dezenas de centros de saúde administrados por uma ONG sueca, uma decisão que afeta milhares de pessoas, especialmente mulheres e crianças, informou a organização nesta quarta-feira.

Os fechamentos afetaram a província de Wardak, a oeste de Cabul, onde o Talibã fechou 42 das 77 unidades de saúde administradas pelo Comitê Sueco para o Afeganistão (SCA), segundo um comunicado.

Impedir que as pessoas tenham acesso a cuidados médicos desta maneira "é uma clara violação dos direitos humanos e do direito internacional", disse o diretor da SCA no país, Sonny Mansson.

A ação atinge cerca de seis mil pacientes, segundo a ONG.

"Exigimos a reabertura imediata de todos os centros de saúde e pedimos que todas as partes envolvidas no conflito se abstenham de ações desse tipo que comprometam deliberadamente a vida de civis", continuou ele.

Os talibãs, por sua vez, não fizeram comentários, mas no passado fecharam centros de saúde e proibiram campanhas de vacinação contra a pólio nas áreas rurais sob seu controle.

Médicos e hospitais têm sido alvo de muitas décadas de conflito no Afeganistão.

No ano passado, o Talibã alertou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) de que não mais garantiriam a proteção de seus funcionários, o que levou a organização a reduzir significativamente suas atividades no território.