Tamara Taxman, que fez sucesso em 'DPA', agora grava histórias para crianças

Gustavo Cunha
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Divulgação

‘Não quero mais saber de trabalhar com adultos”, ressalta Tamara Taxman, deixando escapar um riso. Desde que interpretou a personagem Bruxa Leocádia nas primeiras temporadas do seriado infantil "D.P.A — Detetives do Prédio Azul", entre 2012 e 2016, a atriz de 73 anos se dirige, cada vez mais, a um público mirim. E é isso o que ela tem feito para driblar os problemas financeiros provocados pela pandemia.

Sem trabalhos à vista — neste ano, ela participaria de um longa, que teve filmagens suspensas devido à crise sanitária —, a artista que ficou conhecida por trabalhos em novelas de sucesso, como “Água viva” (1980) e “A história de Ana Raio e Zé Trovão” (1990), agora se dedica a um novo ofício, e de maneira autônoma.

Pelas redes sociais, ela recebe encomendas para elaborar — e gravar em áudio — histórias para ouvintes mirins. Contadas do ponto de vista da personagem de “D.P.A.”, que a atriz já não encarna na TV há mais de quatro anos, as narrativas são personalizadas, e se dirigem nominalmente a cada criança que as recebe, normalmente por meio do WhatsApp dos pais.

— Descobri algo que me faz feliz. E crianças são muito carinhosas. Elas sempre fazem questão de demonstrar que me adoram — comenta Tamara, que cobra R$ 150 pela criação das tramas com duração de cerca de cinco minutos, e que são enviadas com uma ilustração exclusiva. — O “D.P.A.” abriu um caminho bom para mim. Com a pandemia, tudo fechou... E aí pensei: como viver? Não sou rica, e trabalho para me sustentar. Comigo, funciona assim. Tento sobreviver do jeito que dá. Se não tivesse o on-line, a gente estaria mais doido do que já está. Isso nos salvou, né?

Na segunda metade de 2016, após ficar desempregada, a atriz usou sua página no Facebook para apelar por oportunidades. Conseguiu assim um papel em “Rock story”, folhetim de Maria Helena Nascimento.

Nesse período, ela também se embrenhou numa seara inédita: passou a participar de festas infantis na pele da Bruxa Leocádia, o que ela relembra com orgulho.

— Antes do “D.P.A.”, havia lançado dois livros infantis. Logo depois, fui convidada para fazer o teste para o papel de Leocádia. Os caminhos já pareciam estar traçados — diz.