#tamojunto: de Adriana Calcanhotto a Di Ferrero, saiba como foi o primeiro dia do festival online

Luccas Oliveira

RIO - Uma bela amostra da pluralidade da música popular brasileira marcou o primeiro dia do festival online #tamojunto, iniciativa do GLOBO com mais de 30 artistas para ajudar na quarentena forçada pela pandemia do coronavírus. O evento digital segue neste sábado e domingo.

O leque estilístico das dez primeiras atrações passou pelo afropop de Margareth Menezes e FRAN, neto de Gilberto Gil; o "folk folclórico" de Castello Branco; o rock acústico do Scalene; o pop good vibes de Ana Gabriela; o pop rock de Di Ferrero; a poesia com toques regionais do Pietá... E três compositores de mão cheia do nosso cancioneiro, Adriana Calcanhotto, Zé Renato e Pedro Luís, deram rápidas mas certeiras demonstrações de seus talentos.

Cada artista fez um pocket show de meia hora, transmitido originalmente em seus respectivos perfis no Instagram, e replicado nos canais do GLOBO (YouTube, Facebook e Twitter). Com formato livre, os músicos optaram por montar seus próprios formatos para a live.

Reveja abaixo e saiba como foram as apresentações:

Adriana Calcanhotto

Última atração da noite, a artista iniciou sua apresentação com uma reclamação em tom de brincadeira:

- Não vou conseguir ver a novela!

Com o violão em punhos, encantou o público virtual (mais de 3 mil pessoas ao vivo só em seu Instagram) com alguns de seus maiores clássicos, como "Esquadros", "Mentiras", "Metade" e "Vambora". A cantora, que volta no sábado com seu projeto infantil Adriana Partimpim, exaltou o poder da poesia (que tem seu dia internacional neste sábado) e despediu-se dizendo que jamais esqueceria essa noite, após comemorar as possibilidades dadas pela internet em momentos de crise como esse.

Margareth Menezes

A diva baiana Margareth Menezes teve alguns alguns problemas técnicos, mas driblou os contratempos com sua simpatia e encantou os espectadores com um repertório de canções afropopbrasileiras como "Minha diva, minha mãe", "Preciso" e "Mãe preta" (parceria com a revelação Luedji Luna), além de uma versão de "Matança", clássico de Xangai.

Zé Renato

Zé Renato entregou aos espectadores um cancioneiro tradicional brasileiro de alta qualidade, das melodias às harmonias. Zé manifestou sua preocupação com a população de rua nesse período de quarentena.

No repertório musical, mostrou um pouco do projeto em que canta Paulinho da Viola, com a canção, "Sofrer" (de 1968), apresentou parcerias com Milton Nascimento ("Anima") e Joyce Moreno ("Pra você gostar de mim") e fechou com a clássica "Como tem Zé na Paraíba", eternizada por Jackson do Pandeiro.

Pedro Luís

Pedro Luís pediu sugestões dos seguidores nas redes sociais para montar seu set, que teve a diversidade como mote. Começou com "Girassol", composição sua eternizada pelo Cidade Negra no "Acústico MTV" do grupo, passou por "Noite severina" (parceria com Lula Queiroga), "Mão e luva" (gravada por Adriana Calcanhotto), fez um clássico de Martinho da Vila ("Disritmia"), uma inédita de Luiz Melodia ("Feto, poeta do morro") e o grande sucesso de Pedro Luís e A Parede, "Caio no suingue".

Pietá

O trio carioca Pietá, revelação indie da cidade, optou por um formato diferente, mais dinâmico. A cantora e compositora Juliana Linhares abriu a apresentação de sua casa, em Santa Teresa, em que cantou duas músicas - "Suçuarana" e "Iara ira". De lá, passou para o Andaraí, onde estava o violonista Fred Demarca, que tocou e cantou "Seu" e "Perto de mim". Fechando o giro, em Paraty, o baterista Rafael Lorga recebeu a cantora Vittoria Braun para fechar o set com "Se for passar" (do EP dos dois) e "Mar de sonhos", do Pietá.

Scalene

Revelado pelo reality "Superstar" e atração do Palco Mundo no Rock in Rio 2017, o grupo brasiliense Scalene foi representado pelo vocalista e compositor Gustavo Bertoni, que iniciou sua apresentação com uma bela versão de "Blowin' in the wind", de Bob Dylan.

- Não fiquem pensando na pandemia o dia inteiro - pediu o cantor, que cantou sete músicas de diferentes momentos da banda, desde as clássicas da época de "Superstar" "Surreal" e "Amanheceu" até a recente "Vai ver", uma parceria com o bandolinista Hamilton de Holanda, atração de domingo do #tamojunto.

Ana Gabriela

Extrovertida, Ana Gabriela, revelação do novo pop brasileiro, conseguiu quase 2 mil espectadores simultâneos só em seu Instagram. Tomando uma cerveja, ela conversou bastante com os fãs, fez piadas e relatou o episódio recente em que matou uma barata. Ainda cantou alguns hits, como o seu "Amor traduz", e covers de Lagum ("Deixa") e Rashid ("Bilhete").

Di Ferrero

Vocalista do NX Zero (e em fase final de recuperação da Covid-19), Di Ferrero conseguiu equilibrar bem o papo com os fãs, tranquilizando-os quanto ao seu estado de saúde ("estou bem melhor, um pouco rouco, mas sem falta de ar, e estou muito feliz de estar aqui com vocês"), e o repertório musical. Foram nove canções no formato voz e violão, entre aquelas de sua carreira solo ("Sentença", "Seus sinais") e hits do NX Zero ("Cedo ou tarde", "Espero minha vez", "Só rezo").

Castello Branco

Castello Branco passou por canções de sua trilogia de discos ("Serviço", "Sintoma" e "Sermão"), como "Necessidade", "O peso do meu coração" e "Crer-sendo", numa sequência inicial sem interrupções. Na metade final do show, optou por ter um longo papo com os espectadores, falando sobre o que podemos tirar de aprendizado neste período difícil. No fim, deu uma palinha de "Toda toda", parceria com Zéli Duncan que está por ser lançada.

FRAN

FRAN apresentou no violão canções de seu disco de estreia, "Raiz", como "Divino amor" (parceria com Caetano Veloso), "Leve axé" (Com Ruxell) e a faixa-título, que tem Russo Passapusso (BaianaSystem) e ganhou clipe nesta sexta-feira. Entre os espectadores, muitos de seus familiares, incluindo a mãe, Preta Gil.

Programação de sábado e domigo

Sábado

Domingo

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