#tamojunto: veja como foi o segundo dia do festival e as atrações de domingo

#tamojunto: Martinho da Vila, Adriana Calcanhotto e Teresa Cristina

RIO — Assim como na estreia, na sexta-feira, o segundo dia do festival online #tamojunto fez um passeio por diferentes gêneros e gerações da música popular brasileira, do fofolk de Ana Vilela, fenômeno na internet, ao bamba Martinho da Vila, de 82 anos, encerrando com o funk quente do MC Nego do Borel. Outro destaque do dia foram as participações das famílias dos artistas, como João Cavalcanti e seus três filhos, e Dona Hilda, mãe de Teresa Cristina, que cantou “Carinhoso” e “Ave Maria”.

A programação do dia começou com uma matinê infantil, cuja abertura foi com o cantor e compositor Zé Renato, que adiantou músicas de "Água pras crianças", seu inédito projeto dedicado aos pequenos. Entre temas como "Sítio do pica-pau amarelo", de Gilberto Gil, e “A casa”, de Vinicius de Moraes, o artista convidou o filho Antônio, de seis anos, para cantar “Nesta noite o amor chegou”, versão brasileira de “Can you feel the love tonight”, de Elton John e Tim Rice, tema da trilha sonora de “O rei leão”.

Logo depois foi a vez da dupla Tiquequê, que se apresentou separada, cada um de sua casa, para reforçar a importância da quarentena no combate à disseminação do novo coronavírus. Na sequência veio a Adriana Partimpim, heteronônimo de Adriana Calcanhotto, que relembrou canções de seu projeto infantil. Vestida com o figurino caprichado do personagem, Adriana fez uma versão para “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor, e relembrou Vinicius de Moraes, em homenagem ao Dia do Poeta, celebrado neste sábado.

Radicado em Lisboa, Pélico confessou que fazia sua estreia no formato: “que fique entre nós, mas acho que essa é a primeira vez que faço um live, que curioso”, brincou o cantor, compositor e instrumentista paulistano, que tocou faixas de seu trabalho solo, como “Quem me viu, quem me vê”.

Da poesia forte e contundente de Pélico, o festival #tamojunto seguiu com a potente voz de Júlia Vargas, que cantou ao lado do acordeonista Robertinho Kauffmann. No repertório, canções como “Pop banana”, que dá nome ao seu mais recente trabalho de estúdio, de 2017, e “Pedra dura”. Outro destaque foi uma releitura do pagode “Pé na areia”, sucesso na voz de Diogo Nogueira.

Em clima bem intimista, Cícero mostrou um pouco do pop sensível e delicado de sua carreira, com números como “Tempo de pipa” e “Isabel”, além de “Some lazy days”, faixa que integra seu disco mais recente, o recém-lançado “Cosmo”.

O clima de calmaria seguiu com o gaúcho Duca Leindecker, que fez versões acústicas para sucessos do Cidadão Quem, sua antiga banda, como “Dia especial” e “Pinhal”. Ainda houve tempo para “Tambourine man”, clássico de Bob Dylan, e “Mais um dia”, música do disco solo “Baixar armas”, que Leindecker escreveu para o irmão Luciano, seu ex-companheiro de Cidadão Quem, morto em 2014, vítima de câncer. No final, o músico ainda bateu panela, emulando os protestos que tomaram as janelas de várias cidades do país nos últimos anos.

Sucesso na internet, onde estourou com o hit “Trem-bala”, Ana Vilela fez questão de aconselhar o público: “se cuidem, lavem as mãos”, ressaltou a cantora, reforçando a importância da higiene pessoal para evitar o contágio da Covid-19. Além de seu maior êxito, a jovem paranaense de 22 anos também cantou sucessos como a balada “Promete”.

Seguindo o clima familiar de Zé Renato, João Cavalcanti, ex-cantor do Casuarina, se uniu aos três filhos durante o live. Cavalcanti fez questão de participar neste dia 21 de março por se tratar do Dia Mundial da Síndrome de Down. “É bom sempre reforçar o cuidado com as minorias, que hoje estão, sim, sob ataque e sob risco", disse Cavalcanti, pai de Luna, portadora da síndrome.

Violonista de primeira viagem, o cantor estudou para preparar o repertório do #tamojunto, apresentando composições como “Garimpo”, de seu disco com Marcelo Caldi, e “Sonífera ilha”, dos Titãs. Entre uma batucada ou outra na panela, Cavalcanti fez questão de homenagear médicos e equipes que combatem a pandemia: "parabéns aos profissionais de saúde, viva o SUS", bradou.

Isolado em sua casa de Penedo, Jards Macalé abriu seu live recitando os versos de “O dia em que a terra parou”, de Raul Seixas. Integrante do grupo de risco da epidemia, o músico de 76 anos, que tocou seu maior clássico, “Vapor barato”, fez coro com os pedidos e conselhos dos colegas: “por favor, tomem as medidas necessárias para não adoecerem”, pediu.

Logo depois veio outro gigante da MPB, Martinho da Vila, que de cara advertiu: “temos que tomar cuidado, lavar as mãos, usar o álcool gel.” Acompanhado apenas de um pequeno pandeiro, o bamba tocou alguns de seus grandes sucessos, como “Disritmia”. No final, ele convidou os filhos para participar, reforçando o clima de união durante a quarentena.

Ainda no samba, a cantora Teresa Cristina interpretou canções de gigantes do gênero, como Paulinho da Viola (“Para ver as meninas”) e Paulo César Pinheiro (“As forças da natureza”). Em um dos momentos mais emocionantes da noite, a artista abriu espaço para a sua mãe, Dona Hilda, que cantou “Carinhoso” e “Ave Maria”.

O encerramento teve uma mudança brusca de clima, com o funkeiro Nego do Borel, que iniciou sua live numa espécie de talk show, conversando com seus fãs. Além de dançar e conversar com o público, o MC guardou espaço para uma interpretação de “Vida de bacana”, um de seus maiores hits.

O último dia do primeiro fim de semana do festival #tamojunto acontece neste domingo, com atrações como Momo, Marcos Valle, Dona Onete e Mallu Magalhães.

É fácil acompanhar as apresentações. Os shows serão transmitidos ao vivo nas contas de Instagram de cada artista, no nosso site, na nossa página no Facebook (https://www.facebook.com/jornaloglobo), no nosso Twitter (https://twitter.com/jornaloglobo) e no nosso canal no YouTube (https://www.youtube.com/jornaloglobo).

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A escalação do #tamojunto, com link para o Instagram dos artistas

Domingo

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