Tampinhas plásticas ajudam a conseguir cadeiras de rodas para pacientes da ABBR

Carolina Callegari

RIO — Você sabia que tem jogado dinheiro fora? É, e uma boa quantia. As tampinhas plásticas das garrafas de água, mate, refrigerante e leite podem ser transformadas em cadeiras de rodas. Foi a partir dessa descoberta que Márcia Dabul criou e lançou, em janeiro de 2018, o projeto “Rodando com tampinhas”. A iniciativa se transformou numa verdadeira rede. Voluntários da cidade toda doam nos 70 pontos de coleta espalhados pelo Rio atualmente. Os mutirões para separá-las por cor e limpá-las são organizados quatro vezes por semana em um espaço da Paróquia de São José, na Lagoa.

As tampinhas são enviadas para o Instituto Soul Ambiental, parceiro do projeto que as compra. O dinheiro arrecado é integralmente revertido para o pagamento de cadeiras de rodas a serem doadas para quem está na fila de espera na Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Jardim Botânico.

Em um ano, os números ultrapassaram as expectativas. No valor atual, 360 quilos de tampinhas são revertidos em uma única cadeira. A primeira conquista demorou 11 semanas. Agora, em sete dias são arrecadadas de duas a três toneladas. O aumento tem levado o projeto longe, tendo fechado o ano com 143 cadeiras compradas e mais 124 doadas diretamente por voluntários.

No perfil do projeto no Instagram (@rodandocomtampinhas), há a lista completa de pontos de coleta.

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