Tarcísio defende parceria com o governo federal para 'desestatização' do Porto de Santos

Em sua primeira reunião com o secretariado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tratou da agenda de venda de ativos de sua gestão. Ele defendeu a desestatização do Porto de Santos, em que pese a oposição do governo federal sob o o novo governo do presidente Lula, e disse que serão estudados modelos também para a Sabesp, estatal de saneamento de São Paulo.

— No caso do Porto de Santos, eu não desisti — afirmou Tarcísio.

Tarcísio disse que a proposta pode ajudar a revitalizar a área histórica de Santos, mas disse que também avalia um plano B para o porto.

— Vou levar meus argumentos ao governo federal para mostrar o seguinte: primeiro, não é uma privatização na acepção da palavra. É um modelo muito semelhante ao que aconteceu no setor de distribuição de energia, no setor elétrico. Você tem um ativo, que é a concessão e a administração do condomínio portuário, e o passivo é a empresa — disse Tarcísio. — O papel de autoridade portuária pode ser suprido pela regulação. E no final das contas você vai ter uma administração do condomínio portuário, mas o ativo continua sendo do Estado, você vai ter um gestor desse condomínio portuário da operação portuária por 30 anos, 35 anos. Mas isso vai jogar lá dentro do Porto R$ 20 bi de investimento. Quantos empregos a gente pode gerar?

Tarcísio também reafirmou sua proposta de privatizar a Sabesp, mas sem dar detalhes sobre cronogramas ou prazos.

— A gente discutiu por exemplo como daremos contornos aos primeiros estudos que vamos contratar, como por exemplo privatização da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e o estudo de desestatização da Sabesp. Objetivos que nós vamos perseguir ao longo do tempo — prometeu Tarcísio.