Tarcísio esquece fim de mandato e deixa universidade sem reitor

Temporariamente a universidade está sob o comando interino de Simone Telles, que é diretora acadêmica da instituição.

Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, não escolheu a tempo um nome para substituir o antigo presidente da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) e deixou a instituição sem reitor.

O mandato de quatro anos do professor Rodolfo Jardim de Azevedo, que ocupava o cargo desde janeiro de 2019, encerrou na segunda-feira (23) quando foi exonerado.

Tarcísio de Freitas
Tarcísio de Freitas

Temporariamente a universidade está sob o comando interino de Simone Telles, que é diretora acadêmica da instituição.

Fundada em 2012 pelo então governador Geraldo Alckmin, o estatuto da Univesp prevê que ela será comandada por um presidente, escolhido livremente pelo governador, por um mandato de quatros anos, que pode ser renovado por igual período.

Após não conseguir um nome, antes do fim do mandato do professor Rodolfo, historicamente essa é a primeira vez que o mandato é concluído sem que o governador escolha um novo nome para comandá-la.

A Secretaria de Ciência e Tecnologia disse, em nota, que Telles responde interinamente pela presidência da Univesp e que a universidade "segue estruturada para o início do ano letivo em 6 de fevereiro".

No documento a pasta também afirmou que vai apresentar "nos próximos dias" ao governador novos nomes para que ele possa fazer a escolha "de acordo com critérios técnicos".

No entanto, servidores da Univesp temem que a indicação de Tarcísio para a presidência não siga um critério técnico especialmente em um momento em que a universidade precisa de atenção. Em menos de dez anos, o número de alunos da Univesp cresceu quase 20 vezes, passando de cerca de 3.000 em 2014 para quase 60 mil no ano passado.

Criada com o objetivo de ampliar o acesso ao ensino superior no estado, a Univesp é a única universidade estadual paulista a ofertar apenas cursos na modalidade de ensino a distância.

A equipe do governador de SP tem tido dificuldade para organizar a recém-criada Secretaria de Ciência e Tecnologia, que se tornou responsável pelas universidades estaduais paulistas e outras fundações e autarquias da área. Antes, elas tinham suas atribuições vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

De acordo com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, o desmembramento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico teve como um dos objetivos focar "ações que estimulem a ciência no estado".

Outro lado

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação mandou a seguinte nota ao Yahoo: A reportagem “Tarcísio esquece fim de mandato e deixa universidade sem reitor”, publicada nesta quarta-feira (25), erra ao afirmar que pela primeira vez o mandato foi concluído sem a escolha de um novo nome. Em 2016, Carlos Vogt concluiu seu mandato em 30 de outubro e sua substituta, professora Maria Alice Carraturi, só foi indicada no ano seguinte (06/01/17). A atual gestão da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação encaminhará nos próximos dias ao governo os nomes indicados para a presidência da Univesp. A universidade segue interinamente sob a condução da professora Simone Telles, absolutamente estruturada e preparada para o início do ano letivo. A Pasta ressalta que está em andamento a reestruturação nos programas e iniciativas junto a suas vinculadas para otimizar as ações que promovam a ciência no estado, fundamental para o desenvolvimento econômico e acadêmico.