Tarifa de ônibus no Rio sobe para R$4,30 a partir do dia 7 de janeiro

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou que o preço da passagem de ônibus na capital vai aumentar R$0,25 centavos a partir do dia 7 de janeiro. O anúncio foi feito em entrevista à Radio Globo. A tarifa sobe de R$ 4,05 para R$4,30, o que significa um reajuste de 6,18%, seguindo, de acordo com o prefeito, a política de subsídios implantada pelo município em julho deste ano, quando a prefeitura passou a arcar com parte do custo do sistema de transportes.

Inicialmente, o subsídio sem reajuste chegaria a R$ 900 milhões, segundo o orçamento aprovado para 2023. Com a nova tarifa de R$4,30, o orçamento deve fechar em R$800 milhões, conforme informado pela Secretaria de Transportes.

O atual valor da passagem de R$ 4,05 está em vigor desde janeiro de 2019, quando o ex-prefeito Marcelo Crivella chegou a um acordo com os quatro consórcios que operam as linhas de ônibus da cidade pela manutenção do valor. Na época, em meio a reclamações de passageiros, a tarifa dos ônibus municipais foi de R$ 3,95 para R$ 4,05. Um ajuste de 2,5%.

— A tarifa vai ir a R$4,30. Agora, a prefeitura tem um esforço e um trabalho de qualificar para que os ônibus usarem o ar-condicionado. Temos um dispositivo que identifica se o ônibus está com o ar ligado ou não. Até julho do ano que vem, os ônibus precisam estar com ar-condicionado ligado a este sensor — pontuou Paes.

Na terça-feira, Eduardo Paes admitiu que, independentemente de tarifa, o Rio pode continuar a enfrentar problemas com relação à oferta de ônibus em circulação, se as empresas, por exemplo, não alugarem coletivos para reforçar o atendimento à população:

— A questão é que a concessão atual dos serviços termina em 2028 (cerca de seis anos). Renovar frota exige investimentos, e a vida útil dos coletivos seria maior que o prazo de concessão — comentou o prefeito.

A questão envolve também os custos para o município. No Orçamento para 2023, proposto à Câmara no fim de setembro, a prefeitura calculou inicialmente que distribuiria R$ 900 milhões de subsídios. Nesses cálculos, o valor ideal da passagem se não tivesse subsídios seria de 5,80. Mas o valor era apenas uma referência porque os custos finais do setor ainda estavam indefinidos, o cálculo tomou como base indicadores do acordo de julho.