Tarsilinha do Amaral: 'Minha tia sempre quis ser a pintora do Brasil. E conseguiu'

Amauri Terto
Tela 'Operários' (1933), que retrata período industrial do País, está presente na mostra. 

Tarsilinha do Amaral foi nome imprescindível para a realização de Tarsila Popular, mostra com 92 obras da artista fundamental do modernismo brasileiro, que foi inaugurada no Masp no último dia 5.

A advogada de 54 anos é sobrinha-neta da pintora paulista e a administradora do espólio da artista. “Eu converso com Adriano Pedrosa [diretor do Masp e um dos curadores] sobre essa exposição há quase cinco anos”, revela, em entrevista ao HuffPost Brasil.

Na mostra estão desenhos e telas: de retratos de viagens, manifestações religiosas e festas populares, e paisagens rurais e urbanas, que revelam uma visão positiva da artista sobre o País e sobre o povo brasileiro. “Ela sempre teve orgulho do Brasil e agora se torna, ela mesma, um orgulho nacional”, comemora.

Tarsilinha conta também que emprestou uma obra para compor a exposição: Paisagem Antropofágica 9, um nanquim. Além disso, atuou em outras frentes, da negociação de outros trabalhos à interlocução com colecionadores. “O que eu sempre faço com muito prazer.”

Na entrevista, a advogada relembrou momentos que passou ao lado da tia-avó, refletiu sobre a atual ascensão da artista brasileira no mercado das artes e comemorou a atualização das análises em torno da obra de Tarsila.

Historiadores e pensadores contemporâneos foram convocados pelos curadores, Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, para analisar as pinturas em exposição. O resultado dessa empreitada é uma coleção de 40 textos que integram o catálogo e aparecem nas paredes da exposição. Em movimento inédito, 85% desse material é assinado por mulheres.

“Esses novos olhares revigoram a obra de Tarsila”, afirma Tarsilinha.

 

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