Tarso Genro diz que Battisti muda de versões e que não é possível saber se ele é inocente

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*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, 04.03.2016: TARSO-GENRO - O ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT-RS), em sua casa em Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro. (Foto: Mauro Pimentel/Folhapress)
*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, 04.03.2016: TARSO-GENRO - O ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT-RS), em sua casa em Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro. (Foto: Mauro Pimentel/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-ministro Tarso Genro (PT), que comandou a pasta da Justiça no governo Lula (PT), afirma que o ex-terrorista Cesare Battisti muda suas declarações a respeito dos crimes pelos quais foi condenado e que "é difícil saber qual é a realidade".

Genro disse que, no momento em que o governo petista deu abrigo a Battisti, "acreditava que o processo não tinha provas suficientes para determinar a extradição".

Battisti, que teve seu refúgio no Brasil concedido por Genro em 2009 e confirmado por Lula no ano seguinte, é ex-integrante de um grupo terrorista de esquerda e foi condenado por quatro homicídios ocorridos nos anos de chumbo da Itália, entre o final dos anos 1960 e o início dos 1980.

Em 2019, o italiano confessou os crimes, o que fez com que Lula pedisse desculpas, no ano passado, pelo erro de tê-lo mantido no Brasil.

Em entrevista à Folha de S.Paulo da Itália, onde cumpre pena de prisão perpétua desde que fugiu do Brasil e foi preso na Bolívia, Battisti afirmou que Lula mente ao dizer que ele e Genro "não sabiam de nada".

"Fui recebido não porque fosse declarado inocente, mas exatamente para deixar ser exibido como troféu de guerrilheiro às forças de esquerda do Brasil. Para eles, não interessava um inocente perseguido, mas o combatente da liberdade. Lula e seu partido me apoiaram por isso. De toda forma, não se dá refúgio apenas aos inocentes", disse Battisti.

"Jamais saberemos exatamente o que ocorreu [em relação aos crimes]", disse o ex-ministro à Folha de S.Paulo. "Se ele falou a verdade quando obteve o refúgio, foi injustiçado. Se ele falou a verdade ao confessar, então a extradição foi bem feita."

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