Tati Quebra Barraco vira roqueira, mas descarta fazer shows durante pandemia

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Tati Quebra Barraco vai quebrar tudo... No rock. Ao lado da banda punk Meu Funeral, a funkeira lança nesta terça-feira, Dia Mundial do Rock, a música ''Dançar'', que terá clipe divulgado às 11h, no canal do YouTube do quarteto.

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— Escolher a Tati para colaborar com essa música foi algo meio sem explicação. Foi o primeiro nome que surgiu nas nossas conversas e, quando chegamos nele, ficamos: 'Cara, que maneiro!'. Então começamos a correr atrás até que, um belo dia, alguém me passou o número de Whatsapp dela e disse: 'vocês que são artistas que se entendam' (risos) — conta o vocalista Luquito, que chegou a sugerir uma mistura do funk com rock para Tati: — Mas foi ela quem disse: 'Funk eu já faço, quero cantar em cima do rock'. Foi muito doido porque, em um mês, acertamos tudo.

E ainda:

Apesar de não escutar muito rock, Tati Quebra Barraco viu na parceria uma oportunidade de se desafiar como artista.

— De primeira fiquei meio 'hã?' com o convite para participar da música, mas topei logo depois. É realmente um desafio, mas eu quis fazer algo diferente — explica a cantora, já preparada para receber críticas daqueles que não aceitarem bem uma parceria entre artistas do funk e do rock: — Gente falando mal tem desde que o mundo é mundo. Meu público é fiel. Com eles é gostou, gostou. Não gostou, paciência. Tenho certeza que vai ser uma polêmica e é isso que a gente quer (risos).

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Em ''Dançar'', Luquito e Tati cantam sobre dançar para extravasar e não deixar o estresse causado pelos problemas da rotina acumular. Segundo o cantor, a banda tinha o costume de fazer isso antes da pandemia, nas boates e casas de shows. Durante o confinamento, porém, os artistas tiveram que encontrar outra forma para relaxar. Como bons músicos, resolveram produzir mais canções, é claro.

— Já estávamos num ponto onde eu e Dan (baixista e backing vocal) estávamos começando a brigar muito, então concluímos que precisávamos tocar e fazer música — conta entre risadas o vocalista.

Já Tati Quebra Barraco tem recorrido à atividades bem comuns para aliviar o estresse dentro de casa.

E mais:

— Eu faço churrasco, bebo e vejo muita TV. Aqui só dá reality show e novela mexicana. Se não tiver isso a gente pira — desabafa a artista de 41 anos, já imunizada com a vacina da Janssen, de dose única: — Imagina estar com dez shows para fazer e, do nada, tudo ser cancelado? Não trabalho há um ano e cinco meses. Quem vive do funk sabe que, se não trabalhar, não entra (dinheiro). Eu recebi, sim, convites para participar de muitos shows, vou ser sincera. Mas só pela negatividade que viria... Acho que cada um sabe onde o calo aperta, mas eu não trabalhei nem vou trabalhar enquanto não liberarem. Até fiz lives, mas não é a mesma coisa. Então, enquanto não dá para voltar a cantar com público, como antes, eu vou gravando música, fico interagindo nas redes...

E ainda:

Por terem surgido em 2018, a Meu Funeral acabou não tendo a oportunidade de vivenciar tanto a rotina de shows com público presencial. É por isso que Dan os define como uma ''web banda'':

— Como banda, passamos mais tempo na pandemia do que fora dela. Por isso, nós mergulhamos nas redes sociais. Enquanto existir pandemia, nós somos uma banda para web. O virtual é o único lugar que pode ter público agora.

Embora fisicamente distante do público, o grupo formado ainda pelo guitarrista Pepe e pelo baterista Pedro Tentilhão ainda tem muitas novidades para os fãs ainda neste segundo semestre de 2021.

— ''Dançar'' é o primeiro single do nosso segundo álbum, ''Tropicore hardcal'', que sai no segundo semestre. Vai vir na mesma pegada que o anterior (''Modo fufu'', que saiu este ano): vai ser divertido, contestador... — adianta Luquito.

Tati também está desenvolvendo projetos para os próximos meses. E ela não descarta a possibilidade de se aventurar em outros gêneros musicais além do funk novamente.

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— Claro que eu faria! Já gravei pagode, já gravei funk, agora gravei um rock... Sempre gostei de desafios e preciso inovar — afirma.

E os integrantes da Meu Funeral também topariam sair do rock, apostando, inclusive, no funk.

— Claro, por favor! — dizem os músicos sem pensar duas vezes durante a entrevista realizada por videochamada.

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