Taxa de desemprego cai para 9,3% em junho, menor patamar desde 2015

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 9,3% no trimestre encerrado em junho, registrando o menor patamar para o período desde 2015, quando foi de 8,4%. Ainda assim, há 10,1 milhões de brasileiros em busca de uma oportunidade. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE, e foram divulgados nesta sexta-feira.

O resultado representa uma melhora em relação aos 11,1% registrados no trimestre encerrado em março, que serve de base de comparação. O número de desempregados recuou 15,6% no trimestre, o que representa 1,9 milhão de pessoas a menos em busca por trabalho no país.

A população ocupada é a maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Esse contingente foi estimado em 98,3 milhões, o que representa uma alta de 3,1% frente ao trimestre anterior e de 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Há 3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho, sendo 1,1 milhão na informalidade. O número de trabalhadores informais, também foi o maior da série histórica do indicador, iniciada em 2016: chegou a 39,3 milhões. Fazem parte dessa população os trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares.

Na última quinta-feira, dia 28, o Ministério do Trabalho e Previdência apontou a criação de 1.334.791 vagas no primeiro semestre, resultado inferior ao mesmo período do ano passado (1.478.997). O setor que mais contribuiu para a criação de empregos foi o de serviços, com 788,5 mil vagas criadas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

As duas pesquisas não são comparáveis, pois os números do Caged são mensais e os da Pnad são trimestrais. Além disso, os dados do Caged são coletados via empresas e englobam apenas o setor privado com carteira assinada, enquanto os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.

Analistas estimam uma desaceleração da geração de postos de trabalho no segundo semestre. Isso porque a melhora do emprego no primeiro semestre deste ano foi motivada pela reabertura econômica e pela retomada do setor de serviços, fenômeno que perde força adiante.

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