Taxa de desemprego nos EUA chega a 14,7% em abril, a maior desde a Grande Depressão

O Globo, com agências internacionais

WASHINGTON - A taxa de desemprego nos Estados Unidos atingiu 14,7% em abril, a maior desde a Grande Depressão, informou o governo americano nesta sexta-feira. Um total de 20,5 milhões de pessoas perdeu emprego no mês, um número sem precedentes na história do país.

A expectativa do mercado era que fossem perdidos em abriil 22 milhões de empregos, sinal de como a pandemia do coronavírus está afetando a maior economia do mundo.

O relatório do governo já é avaliado atentamente em qualquer mês mas tem importância ainda maior agora, diante das paralisações de serviços não essenciais.

O mercado de trabalho previa que a taxa de desemprego iria disparar a ao menos 16% no mês passado.

O recorde pós-Segunda Guerra Mundial é de 10,8%, alcançado em novembro de 1982.

O número se soma a uma série de dados fracos de gastos dos consumidores, investimento empresarial, comércio, produtividade e do mercado residencial.

"Nossa economia está respirando por aparelhos agora", disse Erica Groshen, ex-comissária da Agências de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho.

"Vamos passar por testes nos próximos meses para ver se podemos ressurgir com segurança de nosso coma induzido pela política econômico", completou ela

As perdas históricas de vagas previstas em pesquisa da Reuters apontam para fechamentos em quase todos os setores da economia, com dispensas maiores nos setores de lazer e hotelaria --principalmente restaurantes e bares.

Em março, foram fechadas 701 mil vagas, com a taxa de desemprego em 4,4%.

Recorde de procura por seguro desemprego

O relatório semanal do Departamento do Trabalho mostrou na quinta-feira que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 3,169 milhões em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 2 de maio, contra 3,846 milhões na semana anterior.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 3 milhões de pedidos na última semana, contra 3,839 milhões reportados inicialmente para a semana encerrada em 25 de abril.

Foi o quinto decréscimo semanal consecutivo nos pedidos desde que atingiu um recorde de 6,867 milhões na semana encerrada em 28 de março. Ainda assim, os números mais recentes elevaram para cerca de 33 milhões o número de pessoas que procuram auxílio-desemprego desde 21 de março.

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