Taxa de isolamento social em SP é de 47%, abaixo do recomendado por autoridades de saúde

Ana Letícia Leão
Trânsito de veiculos na Avenida das Juntas Provisorias durante quarentena devido a pandemia do novo coronavírus

SÃO PAULO - A taxa de isolamento social em São Paulo nesta sexta-feira foi de 47%. É o que aponta o sistem de monitoramento inteligente do governo do estado, desenvolvido para quantificar o número de cidadãos que tem circulado nas ruas de São Paulo diante da epidemia de coronavírus. Entenda:Lockdown em SP é assunto de reuniões entre Doria e Covas e tem protocolo definido

O percentual de adesão à quarentena continua abaixo do mínimo recomendado pela autoridades sanitárias, de 50%. Nos últimos cinco dias, a taxa ficou entre 47% e 49%. A taxa é calculada após análise dos dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento. É possível apontar, dessa forma, em quais regiões a adesão há maior adesão à quarentena. Apesar de o governo de São Paulo ter descartado, por enquanto, uma medida mais drástica de restrição à circulação, conhecida como lockdown, o governador João Doria afirmou, na semana passada, que já existe um protocolo caso seja preciso endurecer a quarentena. Segundo ele, o tema já foi discutido com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas.Além do monitoramento do número de pessoas que circulam pelas ruas, a capital paulista passou a adotar um rodízio de veículos ampliado, porém a medida ainda não foi capaz de aumentar as taxas de isolamento social. Mais:Após queda, poluição aumentou em SP com discursos de Bolsonaro contra isolamento, diz estudo

Em contrapartida, as taxas de ocupação hospitalar crescem em todo o estado diante do aumento progressivo do número de casos de coronavírus. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do estado tinham 68,8% de ocupação por pacientes com Covid-19 na sexta-feira. Na capital, a situação é mais crítica, com 84,4% das UTIs ocupadas.São Paulo tem 58.378 casos de coronavírus e 4.501 óbitos. A capital lidera a quantidade de mortes, com 2.674, seguida por Osasco e Guarulhos, na Grande SP, com 192 e 160 vítimas, respectivamente.