Taxa Selic sobe para 13,25% ao ano, maior juro básico desde 2016; veja o que muda

Selic foi de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (15). Foto: Getty Images.
Selic foi de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (15). Foto: Getty Images.

O aumento da taxa Selic de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano foi aprovado por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (15). Com isso, a taxa avança 0,5 ponto percentual.

Chegando ao maior patamar desde de dezembro de 2016, quando estava em 13,75% ao ano, a taxa básica de juros da economia já acumula o décimo primeiro aumento seguido.

Em abril, o Copom já havia sinalizado ao mercado financeiro que o aumento nos juros era uma possibilidade. Na ocasião, o BC informou que pretendia elevar a taxa novamente, mas em menor intensidade do que o avanço anterior de 1 ponto percentual.

Aumentar a taxa de juros tem como finalidade conter o aumento da inflação. A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, ficou em 0,47% em maio, com desaceleração na comparação com o mês anterior. Apesar disso, o indicador já acumula um aumento de 11,73% em 12 meses.

A importância da Selic

A taxa de juros definida pelo Copom serve como instrumento do Banco Central para tratar a questão da inflação. Em tempos de subida de preços acelerada, como estamos vivendo, o BC, aumenta os juros. Isso, na teoria, encarece o crédito e desestimula o consumo, o que pode levar a um alívio na inflação.

Do outro lado da moeda, caso o BC queira estimar a economia com consumo, investimentos etc, ele corta a taxa Selic.

O IPCA, o índice oficial da inflação do Brasil, fechou o ano passado em 10%, maior número desde 2015 e bem acima do teto da meta do governo para o ano passado - 5,25%. Levando em consideração as 11 maiores economias da América Latina, o Brasil só fica atrás de Argentina e Venezuela.

Vale lembrar que a inflação desse momento não é um fenômeno brasileiro. A subida dos preços alcançou níveis históricos na Europa e nos EUA (este último registrou a maior inflação desde os anos 80). Isso porque a pandemia provocou uma crise na cadeia de abastecimento global e isso atingiu em cheio as economias. A guerra na Ucrânia e os recentes lockdowns na China também ajudaram na escalada dos preços.

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