Taxa de transmissão da Covid-19 volta a cair no Brasil, aponta Imperial College

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SÃO PAULO — Após uma semana de alta, a taxa de transmissão (Rt) do coronavírus no Brasil voltou a cair. De acordo com levantamento do Imperial College de Londres, atualizado nesta terça-feira, o índice está em 0,79. Na semana passada, ele havia subido para 1,04, o que representou um aumento substancial em comparação com a semana anterior, quando o índice estava em 0,68.

O Rt atual significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 79 pessoas. Quando está abaixo de 1, a taxa de contágio indica que a propagação do vírus está em declínio.

Dentro da margem de erro calculada pela universidade britânica, o índice brasileiro atual pode variar de 0,70 a 0,99.

A taxa de transmissão é uma das principais referências para se acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no país. No entanto, especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhá-la por um período prolongado de tempo para avaliar cenários e tendências, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus.

Por ser uma média nacional, o Rt também não indica que a doença esteja avançando ou retrocedendo da mesma forma nas diversas cidades, estados e regiões do Brasil. Além disso, a universidade britânica afirma que a precisão das projeções varia de acordo com a qualidade da vigilância e dos relatórios de cada país.

O Imperial College também projeta que o Brasil deve registrar 1.490 mortes pela Covid-19 nesta semana, uma redução em relação à anterior, quando foram contabilizados 1.598.

Transmissão pelo mundo

Segundo o levantamento da universidade britânica, o mundo registrou, até a última segunda-feira, mais de 249 milhões de casos de Covid-19, e mais de 5 milhões de óbitos.

As maiores taxas de transmissão da semana estimadas pelo Imperial College foram na Dinamarca (Rt 1,52), República Tcheca (Rt 1,51) e Polônia (Rt 1,49).

Já as menores taxas de transmissão da Covid-19 estimadas foram na Espanha (Rt 0,42), Nigéria (Rt 0,44) e Suíça (Rt 0,54).

Nos países da América do Sul, os maiores índices foram identificados no Chile (Rt 1,11), Colômbia (Rt 1,07) e Argentina(Rt 1,02).

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