TCU estuda responsabilizar Ibaneis e Torres por prejuízos em Brasília

Anderson Torres (à esq.), ex-secretário de Segurança do DF, e Ibaneis Rocha, governador afastado do DF. (Foto: Renato Alves/Agência Brasília)
Anderson Torres (à esq.), ex-secretário de Segurança do DF, e Ibaneis Rocha, governador afastado do DF. (Foto: Renato Alves/Agência Brasília)
  • MP quer averiguar responsabilidade de Ibaneis Rocha e Anderson Torres em ataques de bolsonaristas em Brasília;

  • TCU quer cobrar do governador e do secretário de Segurança o ressarcimento pelos prejuízos;

  • Autores dos ataques considerados terroristas que já foram identificados também poderão ter que pagar por danos.

O governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o já exonerado secretário de Segurança do estado, Anderson Torres, poderão ter que pagar os prejuízos causados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília (DF).

Além dos dois, os extremistas já identificados nos atos também poderão ser responsabilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e cobrados pelos danos provocados nos prédios públicos. Segundo informações do jornal Valor Econômico, integrantes do tribunal estudam a possibilidade de responsabilizar os autores dos ataques terroristas e as autoridades.

Ao Valor, integrantes do TCU afirmaram que a prioridade é levantar o total do prejuízo causado ao patrimônio público para, posteriormente, construir o nexo de causalidade entre a possível omissão de Ibaneis e Torres dos danos.

No domingo (8), o Ministério Público solicitou ao TCU a identificação dos responsáveis pelo vandalismo registrado na capital federal para cobrar eventuais ressarcimentos. As recomendações foram reforçadas nesta segunda-feira (9) por pedido do subprocurador-geral Lucas Rocha.

A orientação de Rocha é para que o tribunal solicite informações da Polícia Federal e demais órgãos necessários para se há financiados dos atos antidemocráticos. Além disso, o TCU deve buscar detalhes sobre o afastamento cautelar do Ibaneis, determinado pelo minsitro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação do subprocurador, a decisão de Moraes pode comprovar indícios de responsabilidade de Ibaneis sobre os ataques terroristas.