TCU fará checagem de mais de 4 mil urnas no dia da eleição

*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL.- 22.08.2022 - Ensaio das urnas eletrõnicas armazendadas na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Local de armazenagem e dos dois modelos que serão usados. A urna mais nova será utilizada pela primeira vez nesta eleição  - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL.- 22.08.2022 - Ensaio das urnas eletrõnicas armazendadas na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Local de armazenagem e dos dois modelos que serão usados. A urna mais nova será utilizada pela primeira vez nesta eleição - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O TCU (Tribunal de Contas da União) fará a checagem da totalização de votos no dia da eleição usando os dados dos boletins de 4.161 urnas nos 26 estados e o Distrito Federal.

A ideia é verificar se os dados retransmitidos para o sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estão corretos. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o mesmo será feito pelas Forças Armadas, só que em 385 urnas.

O ministro Bruno Dantas, porém, rechaça que se trate de uma apuração paralela. Ele diz que a checagem faz parte de um série de auditorias no sistema eleitoral que já tem sido feita pelo tribunal. Relator do caso, ele fará um parecer ao final do processo.

"Estamos destacando auditores que vão participar na véspera e no dia da eleição, tanto do teste de integridade como da [verificação] do boletim de urna. O que o TCU vai fazer é verificar se esse número bate com o que saiu na totalização", afirmou.

Em julho, em decisão unânime, ministros do TCU aprovaram uma auditoria de técnicos da corte que não identificaram até o momento riscos relevantes à realização das eleições de 2022.

Segundo a análise dos auditores, a estrutura de segurança da informação, de procedimentos e de sistemas do TSE "está muito aderente às boas práticas internacionais".

A fiscalização foi uma terceira rodada de auditorias do TCU destinadas a avaliar a sistemática brasileira de votação eletrônica, com referência à sua auditabilidade, à segurança e à confiabilidade.

Nesta, o TCU verificou que a Justiça Eleitoral adota modelo descentralizado de ações de contingência e continuidade, em que cada órgão eleitoral é responsável por seu próprio planejamento com relação à continuidade de negócios.