TCU irá investigar quem repassou dados distorcidos a Bolsonaro

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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the announcement that the public healthcare system will cover expanded heel prick tests at Planalto Palace, in Brasilia, on May 26, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
  • Decisão veio após fala de presidente sobre número de óbitos por Covid-19

  • TCU desmentiu informação passada por Bolsonaro

  • Órgão investigava possibilidade de supernotificação de casos, o que não está provado

A presidência do Tribunal de Contas da União (TCU) abriu sindicância interna para descobrir qual servidor teria alterado informações de documentos oficiais da Corte e as enviado ao presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (7) que um relatório do TCU lançava dúvida sobre o número de óbitos por Covid-19 no Brasil, dos quais 50% teriam sido por outras causas. O órgão desmentiu a informação passada ao Palácio do Planalto.

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O Tribunal suspeita que algum funcionário tenha repassado ao presidente dados distorcidos de um documento que apurava a possibilidade de supernotificação de casos no país, segundo foi informado ao portal Metrópole.

Bolsonaro admitiu o erro nesta terça-feira (8). Segundo o presidente, ele mesmo compôs uma “tabela”, baseada em “acórdãos” do TCU que informavam sobre um possível exagera nas notificações de morte, de forma que estados recebessem mais apoio para combater a pandemia.

No entanto, dentre os acórdãos mencionados pelo presidente, há apenas um, que afirma que o uso do número de mortes como critério para repasse de recursos “pode incentivar a supernotificação do número de casos da doença”, sem chegar a dizer se isso ocorreu de fato.