'Te desafio a mostrar um cristão que tenha cometido a tal da homofobia", diz Marco Feliciano

Foto: Rebeca Figueiredo Amorim/Getty Images

O deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) se coloca como um dos grandes defensores do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido-RJ). Em entrevista a BBC Brasil, o parlamentar conhecido pelas declarações polêmicas negou que houve uma ditadura militar no país, criticou duramente a esquerda e afirmou que não conhece um cristão que tenha cometido homofobia.

Questionado sobre a constante exaltação da ditadura militar por Bolsonaro e seus filhos, o deputado negou que tenha havido um regime ditatorial por aqui. “Nós tivemos aqui um regime militar pedido pela população brasileira, que tinha medo do golpe comunista que vinha da Rússia (...) Não houve ditadura militar porque foi o povo que pediu para que isso acontecesse”, disparou.

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Nesta sexta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro disse a repórter que ele tem “cara de homossexual terrível”. Questionado sobre a decisão do STF de enquadrar homofobia e transfobia como crimes de racismo, Feliciano criticou o órgão.

“Eu te desafio a mostrar um cristão que tenha cometido a tal da homofobia. Se é que é possível mensurar o que é homofobia”, desafiou Feliciano.

Avaliação do governo Bolsonaro

Na visão do parlamentar, o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro foi positivo para o país. Segundo ele, não houve nenhuma denúncia de corrupção. Na quinta-feira (19), o Ministério Público apontou Flávio Bolsonaro, senador e filho do presidente, como chefe de uma organização criminosa.

"Em um ano de governo não se ouviu falar em corrupção e a grande imprensa não fala nada sobre isso. Existe uma perseguição contra governo do presidente Jair Bolsonaro”, avaliou.

Feliciano se diz próximo do presidente e garantiu que Jair Bolsonaro não pensa em uma troca de ministros. “Reforma ministerial, a princípio, é fake news porque o presidente está satisfeito com o governo. Ele montou um time coeso. Não é um time indicado pela velha política. É um time que ele formou e ele costuma dizer que em time que está ganhando não se mexe”.

A todo o momento criticando a “esquerda” que classificou como “mentirosa”, o pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus Catedral do Avivamento disse que não haverá diálogo da direita com a oposição.

“A polarização veio para ficar. Esperem isso pelos próximos 20 anos. A mídia social deu voz e vez a um grupo de pessoas que não podia falar nos governos anteriores”, avaliou.