Teatro Zoukak renasce das cinzas após ser destruído pelas explosões do porto de Beirute

Nem todo mundo sabe, mas o animal que simboliza a capital libanesa é a mítica Fênix, metade pássaro, metade dragão, que, desde o culto ao Sol no Egito antigo, faz referência à capacidade de se reconstruir de suas próprias cinzas. Nenhuma outra descrição se aproximaria melhor do que encarna hoje o célebre Teatro Zoukak em Beirute. Literalmente reduzido a pó após a dupla explosão no porto, ele agora volta a acolher novas criações em sua nova sede, um trabalho que começou em 2006 com refugiados.

Márcia Bechara, enviada especial da RFI ao Líbano

"Qual é o país no qual queremos viver", e não "qual é o país do qual queremos fugir", essa é uma das questões essenciais do Teatro Zoukak, que há mais de 15 anos trabalha com refugiados, traumatismos de guerras, grupos de vulnerabilidade social no Líbano, misturando clássicos da dramaturgia universal a suas próprias criações. "Ficar" ou "fugir" parece ser mesmo uma das questões essenciais do Líbano contemporâneo, como relatou à RFI o diretor do teatro, e um de seus fundadores, Omar Abi Azar, em Beirute.

Para pensarmos juntos qual é o país onde queremos viver, e não aquele do qual queremos ir embora...


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