Tebet confirma que terá vice mulher

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A senadora Simone Tebet (MDB-MS) confirmou nesta segunda-feira que terá uma vice mulher. A declaração, em evento com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), se dá em meio a negociações com o PSDB para indicar o nome da senadora Mara Gabrilli (SP) ao posto.

— Quero aqui anunciar para as senhoras e para os senhores que pela primeira vez, provavelmente a primeira vez na história da República do Brasil, nós teremos uma chapa pura para candidata à presidência da República. A minha vice será mulher — disse ela, sem citar o nome de Mara.

Os presidentes do PSDB, MDB e Cidadania devem se reunir na tarde desta segunda-feira para bater o martelo sobre a vice. Antes do encontro, deve haver uma reunião entre Tebet e Gabrilli. A expectativa é que seja confirmado o nome da senadora paulista, que, de acordo com interlocutores de Tebet, já teria aceitado integrar a composição.

Desde que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) se distanciou da campanha de Tebet, por motivos pessoais e também por discordar da estratégia de marketing da senadora, pessoas próximas à emedebista vinham defendendo um nome feminino para a vaga.

A avaliação é que duas mulheres em uma mesma chapa tem potencial para chamar a atenção do eleitorado. Além disso, Gabrilli pode ajudar a senadora no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, onde foi eleita em 2018 com 6,5 milhões de votos.

'Mea-culpa'

Em indireta à ala lulista de seu partido, que conspirou contra a sua candidatura presidencial, Tebet defendeu um "mea-culpa" sobre a participação de parlamentares do MDB no escândalo do Petrolão.

— Triste Brasil que, nessa loucura de escolher entre o menos pior, tem que escolher entre o passado que tem escândalos de corrupção do Mensalão, que comprou a reeleição, e do Petrolão, inclusive envolvendo membros do meu partido. Nós temos que fazer um mea-culpa do Petrolão — declarou a candidata do MDB.

A empresários reunidos na Fiesp, em São Paulo,Tebet ainda se colocou como a única candidata capaz de unificar o Brasil. Em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), dois mais bem colocados nas pesquisas, ela disse que o Brasil não pode se resumir a "duas personalidades" ou a "dois governos populistas".

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