Técnico da Turquia detona Eurobasket, "Não viemos para a guerra"

Derrota para a Geórgia impediu que a Turquia chegasse à liderança do grupo A da competição. Foto: Nikola Krstic/MB Media/Getty Images
Derrota para a Geórgia impediu que a Turquia chegasse à liderança do grupo A da competição. Foto: Nikola Krstic/MB Media/Getty Images

A Turquia ameaçou, mas não vai abandonar a Eurobasket. A informação foi dada pelo treinador Ergin Ataman em uma longa conversa com a imprensa que mais parecia um pronunciamento que uma entrevista.

O técnico foi um dos protagonistas do dia seguinte à briga generalizada na partida realizada no domingo conta a Geórgia, que terminou que derrota dos seus comandados 88 a 83.

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A Federação Turca ameaçou abandonar o campeonato se a FIBA ​​não lhes enviasse as imagens do vestiário, onde segundo o time perdedor, três jogadores georgianos, supostamente Toko Shengelia, Goga Bitadze e Duda Sanadze, atacaram Furkan Korkmaz e um membro da comissão técnica.

"Imagina se isso acontece na NBA. A FIBA ​​deve proteger os jogadores", lançou o técnico turco, que continuou com seu relato dos acontecimentos: "A polícia atacou nossos jogadores e nosso vice-presidente e os espancaram no vestiário. É escandaloso", reclamou.

O presidente da Federação Turca, Hidayet Turkoglu , a embaixada e o cônsul estão acompanhando a situação e esperam uma resposta da FIBA ​​na forma de imagens ou declaração.

"Todos estão envolvidos para proteger nossos jogadores e comissão técnica", disse Ataman, muito surpreso ao ver "jogadores da trajetória de Shengelia e Bitadze atacando meus jogadores no vestiário".

O treinador também se referiu aos 22 segundos que não foram jogados porque o relógio não parou quando a briga começou. "O jogo está decidido na prorrogação e só tivemos dois segundos no último ataque. Reclamamos com os árbitros e eles disseram que não havia problema. Fizemos um protesto no final do jogo porque 22 segundos é muito. Estamos esperando a decisão da FIBA ​​de cancelar a partida ou deixar que aqueles quatro minutos e meio, quando começou a bateria entre Korkmaz e Sanadze e havia o problema com o relógio, sejam jogados legalmente. É ridículo", seguiu.

Apesar do desabafo, ele considerou sua expulsão justa, mas criticou a organização do torneio em geral. "Não podemos continuar assim. Como vamos jogar assim? Todo mundo reclama das coisas. O que está acontecendo com essa organização?", questionou Ataman, que lamentou as longas transferências do hotel para o pavilhão ou a comida que dão aos jogadores. "Tudo é escandaloso neste torneio", finalizou.