Técnico de vôlei é preso em SC suspeito de abusar de atletas

André Testa chegou a ser árbitro de linha no vôlei nas Olimpíadas do Rio. Foto: (Reprodução/Redes Sociais)
André Testa chegou a ser árbitro de linha no vôlei nas Olimpíadas do Rio. Foto: (Reprodução/Redes Sociais)

Treinador e árbitro de vôlei, André Testa foi preso na última terça-feira, em São José, cidade localizada na Grande Florianópolis, após ter sido denunciado por estupro de vulnerável e assédio sexual contra jogadores da equipe em que ele era o comandante.

As denúncias começaram a serem feitas no mês de maio, quando uma das vítimas, atualmente maior de idade, relatou à Polícia Civil o que teria acontecido em 2017, quando ainda tinha apenas 15 anos de idade: "Ele me levou para casa dele e lá começou a passar a mão em mim. Eu não tinha malícia na época, porque tinha muita confiança nele. Era uma pessoa muito persuasiva e acabou abusando de mim. Eu não tava entendendo direito essa situação. Foi a minha primeira vez".

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Outro ex-atleta, também maior de idade nos dias de hoje, relatou uma situação muito parecida com André Testa: "Ele foi comigo até um restaurante, comprou bebida alcoólica e forçadamente ficava insistindo para que eu tomasse mesmo eu não querendo. Ele insistiu e eu acabei cedendo. Eu estava completamente bêbado e quando a gente foi para o carro achei que a gente ia para Casa Atleta dormir, no outro dia treinar, só que aí ele tomou um rumo diferente. Ele foi para o motel. Só que eu só tenho um flash de memória, não tenho memória completa por conta de estar muito, muito bêbado. Não consegui resistir fisicamente. Ele só me levou para tomar um banho, me botou na cama pelado e me estuprou".

Casa Atleta é o nome de uma instituição onde jovens atletas, de outras cidades e estados, são abrigados para que possam competir em localidades que não sejam a de sua moradia oficial. O pai de um dos atletas desabafou dizendo que confiavam em André: "A gente fica chocado, revoltado, porque uma pessoa que está na frente de um projeto que atende crianças, que às vezes tem crianças carentes, que tem problemas sociais de família e busca no esporte algo para descontrair, para ser algo prazeroso e ter um acontecimento desse. A gente fica chocado".

A Prefeitura de São José afirmou que já havia afastado o treinador quando foi informada das denúncias: "A par de parte dos fatos, uma vez que as investigações correm em segredo de justiça, e após solicitar à Procuradoria Geral do Município orientações sobre as providências a serem tomadas, a FUNESJ (Fundação Municipal de Esportes e Lazer de São José) acatou as recomendações da PGM e buscou notificar imediatamente os responsáveis técnicos pelo projeto Voleibol do Futuro e o professor foi afastado".

A Confederação Brasileira de Vôlei ordenou que a Federação Catarinense de Vôlei o afastasse das funções e suspendesse seu registro na entidade, além de frisar que: "A CBV reitera que repudia qualquer tipo de assédio e trabalha de forma incessante por um ambiente pautado pela ética e pelo respeito, e livre de qualquer tipo de violência ou preconceito".

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