Tecnologia da Butantanvac foi desenvolvida por hospital dos EUA, que cedeu licença para instituto

Ana Letícia Leão e Giuliana de Toledo
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SÃO PAULO - Anunciada como a primeira produção de um imunizante contra a Covid-19 100% brasileira, a tecnologia da nova vacina do Instituto Butantan, a ButanVac, foi desenvolvida pelo Instituto Mount Sinai, um hospital de Noya York. A informação foi confirmada na noite desta sexta-feira, pelo próprio instituto ligado ao governo paulista e pelo pesquisador da tecnologia nos EUA. Uma publicação do instituto americano foi feita em dezembro de 2020 apresentando os primeiros resultados. Na prática, o fato de já ter sido iniciado fora do Brasil não muda os efeitos da vacina, mas é um baque ao governo paulista, que anunciou hoje a concepção e produção totalmente nacional. Em nota, o Butantan admitiu que existe uma parceria com os EUA, mas reafirmou que a vacina será "integralmente desenvolvida no Brasil". Disse, ainda, que a instituição não havia autorizado a divulgação do seu nome em comunicados oficiais sobre a nova vacina. "É importante ressaltar que a ButanVac é e será desenvolvida integralmente no país, e o consórcio internacional tem um papel importantíssimo na concepção da tecnologia e no suporte técnico para o desenvolvimento do imunobiológico. No Brasil, o desenvolvedor da vacina é o Instituto Butantan", disse a nota. Peter Palese, professor do Departamento de Microbiologia e responsável pela concepção da tecnologia nos EUA, afirmou que o Butantan terá "royalty-free", ou seja, cedeu a patente gratuitamente ao Butantan sobre a fabricação e utilização do imunizante. Disse, ainda, que é importante ter um experiente fabricante de vacinas no processo, referindo-se ao instituto paulista. "Estamos convencidos de que o Butantan é o parceiro certo para nossa vacina", ressaltaram.