Tecnologia de impressão 3D auxilia cirurgia de gêmeas siamesas

Modelos 3D foram criados a partir dos exames de imagem, como tomografias
Modelos 3D foram criados a partir dos exames de imagem, como tomografias
  • Empresa MedRoom, que trabalha com criação de modelos anatômicos em 3D, auxiliou os médicos;

  • Gêmeas siamesas estavam conectadas pelo tórax, com coração, vias circulatórias e ossos interligados;

  • Modelos 3D foram criados a partir dos exames de imagem, como tomografias.

A edtech MedRoom, que trabalha com tecnologia de modelagem 3D, auxiliou uma equipe médica do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) em uma cirurgia de separação de gêmeas siamesas unidas pelo tórax.

Até então, a cirurgia feita no caso das gêmeas Eloá e Sara nunca havia sido feita no Brasil, e contou com uma equipe de 40 profissionais de saúde, e da ajuda da expertise da MedRoom, que também auxilia em aulas para o ensino de anatomia em cursos de saúde no Brasil, México, Paraguai e Peru.

A empresa de educação tecnológica acompanhou o caso desde o princípio, quando em 2020 ela criou uma modelagem virtual em 3D, onde foi possível compreender a relação entre seus corações, ossos do peito, fígado e vias circulatórias.

"Primeiro analisamos a perspectiva de sobrevivência das crianças. Precisávamos saber se elas iriam respirar, ser entubadas e se conseguiriam sobreviver fora do útero da mãe. Começamos com uma tomografia, que nos deu uma ideia a respeito da anatomia e se era possível essa separação. conta o Dr. Marcelo Jatene, diretor da Unidade de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do InCor.

"Vislumbramos a possibilidade de fazer a separação, e a parte do VR foi o que nos deu a possibilidade final. Tínhamos uma ideia de fazer por um lado, e a realidade virtual nos ajudou a definir o que julgávamos ser o melhor."

Para o caso das gêmeas, uma equipe de dois profissionais da MedRoom trabalhou por 30 dias para construir com precisão os modelos 3D gerados a partir dos exames de imagem. Segundo Sandro Nhaia, CTO e cofundador da edtech, mesmo sendo um grande desafio, “acreditamos muito que a solução da MedRoom traria um diferencial importante para o sucesso da cirurgia. Trabalhar nesse case inédito no Brasil, em conjunto com o nosso parceiro InCor, nos permitiu evoluir ainda mais a nossa tecnologia”.

Hoje, depois de passarem pela cirurgia de separação e enfrentarem uma recuperação complexa, Sara e Eloá estão saudáveis em casa, recebendo todos os cuidados dos pais e sendo acompanhadas por médicos.

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