Tecnologia semiautomática de impedimento da Copa será testada na Champions; saiba como funciona

Nesta quarta-feira (3), a UEFA anunciou oficialmente que testará o sistema semiautomático de detecção de impedimentos em suas competições antes da Copa do Mundo de 2022, no Catar, onde será também utilizado. A entidade confirmou que o sistema para jogadas de impedimento entrará em vigor na próxima Supercopa da UEFA, no dia 10, entre Real Madrid e Eintracht Frankfurt, e nas seis rodadas da fase de grupos da UEFA Champions League nesta temporada.

A UEFA, por meio do seu chefe de arbitragem, Roberto Rossetti, declarou: — A UEFA está constantemente à procura de novas soluções tecnológicas para melhorar o jogo e apoiar o trabalho dos árbitros — disse ao comunicado. Ele ainda citou: — Este sistema inovador permitirá que as equipes de VAR determinem situações de impedimento de forma rápida e precisa, melhorando o fluxo do jogo e a consistência das decisões — completou.

O sistema já foi testado na Copa Árabe e no último Mundial de Clubes da temporada passada, e a FIFA considerou os testes um sucesso. Agora, é a confederação europeia que tentará a implantação do modelo, que funciona através de um sistema multicâmeras, além do chamado "tracking" no corpo dos jogadores e na bola. Veja como funciona:

A tecnologia funcionará da seguinte forma: em eventos como na Copa do Mundo no Catar, haverá 12 câmeras de rastreamento dedicadas montadas sob o teto de cada estádio. Essas câmeras rastrearão a localização precisa da bola e até 29 pontos de dados de cada jogador individual, 50 vezes por segundo.

Dentro da bola oficial da partida haverá um sensor de unidade de medição inercial, que envia dados para a sala de operação de vídeo 500 vezes por segundo. A Fifa diz que essa tecnologia permitirá uma “detecção muito precisa do ponto de chute”. Quando combinados, os dados de rastreamento de membros e rastreamento de bola fornecerão um alerta automático de impedimento para os árbitros de vídeo.

Os árbitros de vídeo verificarão a decisão antes de informar o árbitro em campo. Se os árbitros não concordarem com as conclusões do sistema, eles ainda podem selecionar manualmente o momento em que a bola foi chutada e desenhar suas próprias linhas de impedimento na tela, como fariam atualmente.

Os torcedores terão de aguardar uma decisão a ser confirmada pelo árbitro em campo. Uma vez que isso tenha acontecido, porém, os pontos de dados posicionais usados ​​no processo de tomada de decisão serão usados ​​em uma animação 3D. Esta mostrará a posição precisa dos jogadores no momento em que a bola foi jogada. Uma vez criada, a imagem será exibida em telões dentro do estádio e disponibilizada para as emissoras.

Por outro lado, a tecnologia apenas detecta quem está impedido ou não. Por exemplo, ela só pode informar os árbitros quando um jogador em posição irregular. Ele não pode responder a perguntas como se aquele jogador está interferindo na posição de um adversário - o que detecta algumas posições de impedimento -, ou avaliar se uma falta foi cometida, ou se a bola tocou na mão de algum jogador.

Pierluigi Collina, presidente do comitê de arbitragem da FIFA, disse em julho que a nova tecnologia deve reduzir o tempo gasto nas decisões de impedimento do VAR de 70 segundos para cerca de 20 segundos em média, e assim, deverá acabar com uma das principais reclamações de torcedores pelo mundo, com a demora nas decisões do árbitro de vídeo.

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