Secretário de Estado dos EUA defende apoio da Europa para ajudar Venezuela

Washington, 3 mai (EFE). - O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou nesta quarta-feira que confia na cooperação com países da Europa para "conseguir avanços" na gestão da crise política da Venezuela e afirmou que está preocupado com as "redes terroristas" que começam aparecer na América do Sul.

Em um discurso aos funcionários do Departamento de Estado, Tillerson disse que o governo de Donald Trump ainda está desenvolvendo a estratégia para a América Latina, mas se mostrou particularmente preocupado com os "problemas de governo" na Venezuela.

"Certamente todos os senhores estão acompanhando a situação na Venezuela, uma verdadeira tragédia. Mas confiamos em que trabalhando com outros, incluído com intervenções da Europa, poderemos conseguir alguns avanços na Venezuela", afirmou.

O Departamento de Estado expressou ontem sua "profunda preocupação" pela intenção do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de convocar uma Assembleia Constituinte para mudar a Carta Magna e advertiu de que poderia estudar novas sanções a funcionários do país por causa desse "passo atrás".

Hoje, Tillerson não falou especificamente sobre as possíveis mudanças na Constituição venezuelana e se limitou a descrever a política geral dos Estados Unidos para a América Latina como um todo.

"Estamos tentando desenvolver uma estratégia para todo a região que pense a América do Sul em seu conjunto, e sua relação com a América Central, Cuba e o Caribe. Existem alguns problemas de financiamento do terrorismo, algumas redes terroristas que estão começando emergir em algumas partes da América do Sul e têm nossa atenção", acrescentou Tillerson, sem dar mais detalhes.

Ele garantiu que, como fará com todos os continentes, o governo de Trump quer "olhar para à região como um conjunto, porque tudo está interconectado", e uma vez que tenha a estratégia definida, começará a desenvolver uma tática "país por país".

Em pouco mais de 100 dias de gestão, Trump não definiu uma estratégia clara para a América Latina. Até o momento, ele teve apenas conversas sobre comércio e imigração com o governo do México e mostrou sua linha dura no tocante à Venezuela. EFE